Faculdade Cásper Líbero
Faculdade Cásper Líbero
Notícia publicada em: 06/06/08 Índice
Marcelo Vilela de Almeida

Local e data de nascimento:
São Paulo, 20/05/1973.

Quais as expectativas e dúvidas existentes antes e durante o curso de graduação?
Escolhi o curso de Turismo com absoluta certeza do meu interesse, pois havia levantado algumas informações a respeito, através do Guia do estudante, principalmente (praticamente o único recurso antes do advento da internet para se obter este tipo de informação). Uma das coisas que mais me atraíam no curso era a possibilidade de me aprofundar em temas que já me interessavam como História e Geografia, por exemplo. À medida que o curso ia avançando e que íamos tendo contato com as disciplinas profissionalizantes, ficava cada vez mais evidente o meu interesse por algumas áreas em especial, dentre elas a de Planejamento Turístico, à qual dediquei boa parte da minha atividade profissional. Penso que as principais dúvidas que temos neste período referem-se à inserção profissional – ainda mais na área que escolhi tão restrita naquele momento (e ainda pouco conhecida e expressiva até hoje).

Formação acadêmica (instituições e ano de conclusão de cada titulação, principalmente do Bacharelado em Turismo):
Concluí o curso de Turismo na então Faculdade Anhembi Morumbi no final de 1994; em 1995 ingressei no curso de pós-graduação em nível de especialização em Planejamento e Marketing Turístico do SENAC CEATEL – curso do qual, a partir de 2004, me tornaria docente e, posteriormente, coordenador. Em 1996 iniciei o Programa de Mestrado em Ciências da Comunicação da ECA/USP sob orientação do Prof. Dr. Mário Carlos Beni (concluído em 2001) e em 2002 iniciei o Programa de Doutorado na mesma instituição, também sob orientação do Prof. Beni, (concluído em 2006).

Instituições e/ou empresas que atua na atualidade:
Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP).

Quais foram as oportunidades de trabalho durante o curso?
Em 1993 tive a oportunidade de realizar um estágio na empresa CTI Consultoria Turística Integrada (de propriedade do Prof. Luiz Renato Ignarra, docente da Faculdade) – até então, umas das poucas empresas deste segmento existentes no país, que apresentava, já naquele momento, um respeitável portfólio de serviços prestados ao mercado turístico. Após o estágio, passei a prestar alguns serviços de pesquisa eventuais para a mesma empresa, que mantiveram-me em contato com a área que tinha escolhido.

Realizou outros cursos relacionados à área de Turismo?
Sim, ainda durante a graduação, fiz o curso de guia de turismo na Graffit Assessoria, Planejamento e Projetos Turísticos, além de outros cursos de curta duração.

Início da vida profissional:
Graças ao ingresso no Mestrado, e em função do momento pelo qual passava o ensino superior de Turismo naquele momento (fins da década de 90), surgiram várias oportunidades profissionais, tanto voltadas para a atuação prática (como as consultorias, por exemplo), como para a docência – seja em nível de graduação, seja na pós-graduação.
Outro ponto digno de nota em relação à experiência profissional experimentada neste período foi a participação, como representante da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo do Estado de São Paulo (ABBTUR/SP), no Comitê Estadual do Programa Nacional de Municipalização do Turismo de São Paulo, por meio do qual travei intenso contato com as realidades (políticas, inclusive) dos municípios e regiões do Estado, conduzindo, como apoio técnico, oficinas e treinamentos nestas localidades.
Além disso, devo destacar a atuação como consultor vinculado à empresa Fly Consult Consultoria, estabelecida em São José do Rio Preto, por meio da qual prestei serviços de consultoria turística e treinamento ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-SP); e como membro da diretoria da ABBTUR/SP, tendo ocupado diversos cargos em mais de dez anos de participação junto à entidade (como Primeiro Secretário, Diretor de Comunicação, Vice-Presidente e Presidente). Possibilitando um amplo relacionamento com a superestrutura turística do Estado de São Paulo e do país, bem como com os maiores expoentes da pesquisa e do ensino de Turismo do Brasil, por meio da participação no Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR Nacional) e nos Congressos Brasileiros de Turismo realizados neste período.

Qual sua atuação no mercado de trabalho e/ ou docência atualmente?
Atualmente sou professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa.

Está satisfeito com o emprego atual?
Plenamente – ainda que saibamos das dificuldades do ensino superior em geral e das limitações da universidade pública, tenho tido a oportunidade de desenvolver uma série de trabalhos que não encontrariam espaço nas instituições privadas, como a pesquisa, por exemplo. Além disso, o nível dos alunos que tenho atualmente é muito bom, fazendo com que a docência seja cada vez mais estimulante e desafiadora.

Quais foram as influências do Bacharelado em Turismo nas oportunidades de trabalho?
Ser Bacharel em Turismo sempre me ajudou a conseguir todas as oportunidades que tive, do estágio à docência.

Como você avalia sobre o mercado atual, enfatizando concorrência, salário e oportunidades?
Como o mercado é muito amplo (basta ver a formação do Bacharel em Turismo e a gama de temas que estudamos na graduação), é difícil generalizar. Penso que a concorrência seja grande, em função do grande número de cursos que surgiram dos anos 90 para cá, além da concorrência com outros profissionais – mas isto não é exclusividade do mercado de trabalho em Turismo, mas sim uma característica do mercado atual. Talvez uma opção interessante seja buscar novas oportunidades em outras localidades, fora dos centros urbanos já saturados de mão-de-obra do país.

Tem conhecimento de segmentos novos do Turismo no mercado de trabalho?
Além dos segmentos emergentes que os estudos do Turismo começam a destacar nas várias áreas do setor privado (agenciamento, meios de hospedagem etc.), penso que o Terceiro Setor, que começa a se profissionalizar e a remunerar de forma bastante interessante suas equipes, possa ser uma opção para quem deseja ao mesmo tempo obter realização profissional e desenvolver ações voltadas para o desenvolvimento sustentável e a inclusão social pelo e para o Turismo.

O que dizer ao Bacharel em Turismo que se forma hoje?
Planeje sua carreira, estabeleça seus objetivos e a forma como pretende atingi-los; continue a estudar, especialize-se e, fundamentalmente, mantenha contato com aqueles docentes que poderão orientá-lo sobre como atingir estes objetivos, dando conselhos ou até abrindo portas no mercado de trabalho.


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