Ícone do heavy metal, cantor entrega suas histórias escabrosas em autobiografia
Conhecido como precursor do heavy metal pelos fãs e como devorador de pombas e morcegos pelos desavisados, pouco se sabe sobre a real trajetória de Ozzy Osbourne. Os amantes do gênero podem até saber de cor todas as músicas do Black Sabbath e conhecer todos os riffs de Scream - seu último álbum de carreira solo. Porém, certamente nunca tiveram acesso às histórias contadas no livro Eu sou Ozzy, escrito pelo cantor com ajuda do jornalista Chris Ayres.
Com certa dificuldade para se lembrar dos fatos - devido ao abuso de álcool e de drogas ilícitas - John Michael Osbourne fala sobre sua vida em Aston, na Inglaterra, onde foi encanador, afinador de buzinas, açougueiro e, também, delinquente.
Sem o menor pudor, conta que andava com uma velha camiseta do pijama e uma torneira como pingente, já que não tinha dinheiro para ser um rockstar. Ele também costumava aguardar do lado de fora das casas de show, esperando que pudesse substituir alguma banda faltante.
Desbocado, Ozzy relembra essa época: “Meu pai sempre disse que eu iria fazer algo importante algum dia. ‘Sinto isso, John Osbourne’, ele me dizia, depois de algumas cervejas. ‘Ou você vai fazer algo muito especial, ou vai acabar na cadeia’. E ele estava certo, meu velho pai. Fui parar na cadeia antes de completar dezoito anos”.
Além de tratar do período anterior à fama, O Príncipe das Trevas revela o dia-a-dia do Black Sabbath e de sua carreira solo, contando histórias que, muitas vezes, parecem fantasiosas de tão absurdas. Fala também sobre acontecimentos difíceis e polêmicos que teve de encarar, como a morte de seu guitarrista e amigo, Randy Rhoads; o vício em drogas, que aos poucos destruiu a relação entre os integrantes da banda, e o reality show The Osbournes, o qual, embora tenha obtido alto índice de audiência, foi duramente criticado por seus fãs.
Mais do que isso, Eu sou Ozzy traz com muito humor as diversas facetas do cantor em momentos de loucura e como marido e pai de cinco filhos, tornando-se um livro indispensável para todo bom roqueiro ter na estante ao lado de seus álbuns preferidos.