Elenco é o grande destaque de “A Condenação”, novo longa de Tony Goldwyn
As primeiras cenas chocam, e passam a impressão de um filme de terror ou suspense daqueles que provavelmente não terão um final plausível ou uma explicação qualquer. Mas, A Condenação, de Tony Goldwyn, está longe de ser uma decepção quando se trata de trama, enredo ou conclusão. Contando com a promessa de ser baseado em fatos reais, o longa explora o lado sentimental de qualquer espectador, homem ou mulher, jovem ou maduro, de uma forma que tira o fôlego e prende a atenção do começo ao fim.
A trama começa mostrando Betty Anne Waters (Hillary Swank), mulher que já passa dos trinta anos e está matriculada numa faculdade, cursando direito. Para pagar as contas em casa e cuidar dos dois filhos adolescentes, ela trabalha durante a noite num bar como garçonete; é lá que estreita a amizade com Abra (Minnie Driver), a única na faculdade que tem sua faixa etária. Abra pergunta o motivo pelo qual Betty Anne está fazendo direito após tantos anos, e nesse momento o drama começa a se desenrolar.
As atuações do filme estão excepcionais. Swank faz o papel de forma visceral, deixando transparecer uma emoção e uma devoção que não se sabe dizer se é da atriz com a personagem ou da personagem com sua meta: Betty Anne passa a vida lutando com unhas e dentes pela liberdade do irmão Kenny (Sam Rockwell), que fora preso por um crime que ele supostamente não cometera.
Rockwell é outra estrela do elenco, como um presidiário mal-encarado inicialmente semelhante a sua personagem no filme A Espera de Um Milagre. Mas somente no decorrer do longa percebemos que, ao contrário do vilão desalmado de antes, ele agora se torna o irmão carinhoso que preza sempre pela saúde mental e física da irmã mais nova.
Mas é impossível não deixar de lado o núcleo principal e olhar diretamente para Minnie Driver, roubando a cena com tanta facilidade que suas aparições cativam não só a atenção como também a empatia do espectador quase que instantaneamente.
Uma trama bem elaborada, uma linha de raciocínio inteligente, e um ritmo que agrada do início ao fim. A Condenação foge dos padrões do que está em alta hoje em dia: não tem grandes efeitos visuais, versão em 3D ou trilha sonora impressionante. É simplesmente um filme que merece ser apreciado.
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