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20/10/2011 - 10h19 - Atualizado em 17/05/2012 - 20h41

Dada a largada para a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Por Lidyanne Aquino, aluna do 3º ano de Jornalismo

Além de exibição de vários filmes inéditos, evento traz retrospectiva com filmes de Elia Kazan e cópias restauradas de clássicos

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Reprodução
Elia Kazan, que terá uma
retrospectiva com seus
filmes. E os clássicos
Laranja Mecânica e Taxi
Driver
, que chegam em
cópia restaurada

A 35ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo estará muito diferente das anteriores. O diretor e fundador do festival, Leon Cakoff, que lutava contra um câncer de pele desde 2010, faleceu uma semana antes do início do evento.

Devido às complicações, sua esposa Renata de Almeida, atual diretora da Mostra, decidiu que serão exibidos apenas filmes inéditos no Brasil - entre os dias 21 de outubro e 03 de novembro. Com esse intuito, muitos dos longas presentes na programação do Festival do Rio não entrarão na Mostra. O total de filmes, que antes passava de 400, caiu para um número entre 250 e 300.

Apesar das mudanças, a Mostra procura manter o ineditismo característico e condizente com o histórico do evento. Esta edição conta com promissores títulos já confirmados. Fausto, de Aleksander Sokurov, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011, é um desses títulos.

A abertura fica por conta de O Garoto da Bicicleta, dos Irmãos Dardenne. Entre outros filmes, também estão confirmados This Is Not a Film, do iraniano Jafar Panahi, A Ilusão Cômica, de Mathieu Amalric (ator de O Escafândro e a Borboleta), O Futuro, de Miranda July, Frango com Ameixas, da quadrinista Marjane Satrapi, Era Uma Vez na Anatólia, de Nuri Bilge Ceylan - que dividiu com o filme de abertura o Grande Prêmio do Júri em Cannes, e Caverna dos Sonhos Esquecidos, documentário em 3D de Werner Herzog.

Alguns filmes brasileiros que passaram pelo Festival do Rio estarão na Mostra, pois são inéditos em São Paulo. Como é o caso de Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios, de Beto Brant e também de As Canções, do diretor Eduardo Coutinho.

Em 2011, a Mostra também inaugura a exposição Paradjanov, O Magnífico, que contará com cerca de 60 trabalhos do cineasta soviético Sergei Paradjanov. Acontece entre os dias 19 de outubro e 20 de novembro, no MIS (Museu da Imagem e do Som). Haverá uma retrospectiva do cineasta e o documentário Paradjanov, O Rebelde, de Patrick Cazals também está na programação. Outra retrospectiva prevista para este ano é a do diretor Elia Kazan, conhecido pelos filmes Uma Rua Chamada Pecado e Sindicato dos Ladrões.

Já tradicionais ao evento, as cópias restauradas de clássicos do cinema merecem destaque especial. Entre eles, está Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick e Taxi Driver, de Martin Scorsese. O longa de Kubrick aparece na programação também com o documentário Era Uma Vez, que mostra o impacto da adaptação no período de sua estreia. O produtor Jan Harlan virá a São Paulo e participará de uma discussão sobre o trabalho de Kubrick. Em homenagem ao centenário do compositor Nino Rota, a Mostra inclui A Doce Vida, de Frederico Fellini e O Leopardo, de Luchino Visconti na programação.



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