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17/10/2011 - 11h33 - Atualizado em 23/05/2012 - 16h30

Realmente nada a temer

Por Fernando Antonialli, aluno do 2º ano de Jornalismo

“Não Tenha Medo do Escuro”, segue o título à risca, mostrando uma escuridão pouco assustadora

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Reprodução
Sally e Kim, personagens vividas por Bailee
Madison e Katie Holmes

Em pleno século XXI, mesmo que a um interruptor de distância do fim, a escuridão ainda assusta muitas pessoas. O mistério do que não pode ser visto, mas está perigosamente próximo, mantém várias luzes acesas na hora de dormir. É com esse temor, compartilhado por muitas crianças, e até por alguns adultos orgulhosos demais para admitir, que trabalha o filme Não Tenha Medo do Escuro, que tem Guillermo Del Toro (Hellboy e O Labirinto do Fauno) como produtor e roteirista.

Dirigido pelo novato Troy Nixey, a história começa quando a pequena Sally (Bailee Madison) deixa a casa da mãe para viver com seu pai, Alex (Guy Pearce, que acaba de ganhar um Emmy por sua atuação em Mildred Pierce), e a namorada dele, Kim (Katie Holmes, da serie Dawson’s Creek). Acreditando que a mudança fará bem à jovem introvertida, o casal a aceita em sua casa, uma mansão vitoriana que eles estão reformando.

A garota logo descobre ali segredos há muito tempo escondidos. Ela começa a se comunicar com seres sobrenaturais que, a princípio, lhe parecem mais acolhedores que os pais. No entanto, a relação com as criaturas logo se torna perigosa, mas ninguém dá atenção aos pedidos de socorro de Sally. A única coisa que lhe resta é se proteger, ficando sempre na claridade, arma contra seus agressores.

O grande erro do filme é não investir no medo do desconhecido, que alimenta o temor da escuridão. Logo no começo somos apresentados aos pequenos seres que vivem nas trevas, o que impede nossa imaginação de criar as mais terríveis possibilidades sobre o que está escondido da luz. Assim, nos acostumamos com os pequenos monstrinhos, que no final assustam apenas por serem feios e barulhentos.

A partir do momento que descobrimos o que está escondido no escuro, o filme não tem muito mais a oferecer. A relação maternal desenvolvida entra a madastra e a enteada, assim como o fraco vínculo entre pai e filha, é bem trabalhada, mas fica longe de ser o destaque do longa. A história pode não convencer, mas as atuações são boas. Desde a atriz mirim até o casal principal, os atores fazem um ótimo trabalho ao dar vida a seus personagens, deixando a trama um pouco mais interessante.

Não Tenha Medo do Escuro acaba afirmando o que gostaria de negar ao espectador: não há perigo nenhum em apagar as luzes quando for dormir. O filme emplaca poucos sustos e tem uma história pouco marcante, o que o faz correr o risco de ser facilmente esquecido.



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