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07/10/2011 - 12h16 - Atualizado em 21/05/2013 - 06h53

“A tecnologia pode mudar as pessoas, e as pessoas mudam o mundo”

Por Talula Mel, aluna do 1º ano de Jornalismo

Café Filosófico de outubro gera reflexão com tema atual e de grande relevância no meio acadêmico

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Julio Maia
As palestrantes Roberta Cesarino Iahn e
Valdenice Minatel Melo de Cerqueira

Aconteceu na última quarta-feira, dia 05 de outubro, o Café Filosófico, tendo como tema “Educação e Cibercultura”. A banda The Whitehorses abriu o evento tocando alguns covers de rock, e em seguida o microfone passou para as mãos das palestrantes Valdenice Minatel Melo de Cerqueira, pedagoga e educadora, e Roberta Cesarino Iahn, comunicóloga e professora da Faculdade Cásper Líbero.

“A tecnologia pode mudar as pessoas, e as pessoas mudam o mundo”. Foi assim que a professora Valdenice começou sua fala, e trouxe o tema para sua experiência profissional, dando exemplos de como a tecnologia pode contribuir para a educação de crianças e adolescentes. Ela ressaltou que se deve, sim, institucionalizar os meios tecnológicos dos quais dispomos no ambiente escolar, “levar a tecnologia para o palco, que no caso da escola é a sala de aula”, disse ela, “com o propósito de ajudar no diálogo entre professor e aluno”.

A informação é a matéria prima do conhecimento, e o que a internet produz em larga escala é informação, 24 horas por dia. Até que ponto esse excesso de informação é vantajoso? A partir do momento que não sabemos nos apropriar delas, não obtemos as vantagens que poderíamos obter, por isso devemos filtrá-las com senso crítico, para  transformá-las, posteriormente, em conhecimento. É por isso, afirmou a docente, que é necessário que os professores estabeleçam essa conexão e possam levá-la para a sala de aula, para que as  informações disponibilizadas façam algum sentido. “Tem-se um novo aluno, também deve ter um novo professor e o espaço também deve se reconfigurar”.

Logo em seguida Roberta complementou o pensamento de Valdenice, falando que se deve “buscar a tecnologia como aliada da educação”, como forma de “ensinar a fazer, ensinar a pensar”. Ela trouxe a questão da “sensação de vazio”, que chamou sua atenção quando revelada por seus alunos, pois vai na contramão do que deveria ser quando se tem fácil e rápido acesso a tantos dados e informações.

Essa sensação, segundo ela, está diretamente relacionada ao “saber fragmentado”, que não é suficiente para que o aluno forme um repertório e, portanto, não produza conhecimento. A capacidade de exercer “multitarefas” e saber um pouco de vários assuntos se difere de ter um “multiconhecimento”, além de não preencher o espaço reservado ao saber, causando, assim, essa “sensação de vazio” que angustia jovens do mundo inteiro.

Em tom de síntese, a professora do curso de Publicidade direcionou sua fala também ao papel da Universidade e dos professores/educadores na formação desses jovens. “A educação é viva. Ela é a primeira a sentir as mudanças culturais e sociais”. Todas as mudanças repercutem no ambiente escolar, já que nele circulam crianças e jovens que, por sua vez, estão participando diretamente do processo dessas mudanças. O modelo de educação também precisa se transformar, tanto na questão da inserção de novos meios tecnológicos, quanto no papel dos professores e dos alunos, na busca pela melhor maneira de produzir troca de conhecimento que, afinal, é o grande objetivo das escolas e da Universidade.