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14/09/2011 - 13h25 - Atualizado em 18/05/2012 - 23h11

Conan, o fraco

Por Rodrigo Tolotti, aluno do 2º ano de Jornalismo

Resultado do novo filme do guerreiro Cimério é fraco e faz do herói um personagem vazio

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Reprodução
Nova versão do longa tem o ator Jason Momoa
como protagonista

Criado em 1932 pelo escritor Robert E. Howard, Conan foi adaptado para os quadrinhos nos anos 1970, e em 1982 foi lançado pela primeira vez no cinema, sendo Arnold Schwarzenegger o ator a interpretar o guerreiro Cimério.

Conan, o Bárbaro volta aos cinemas, mas dessa vez com uma história um pouco diferente do primeiro filme, e com Jason Momoa (Khal Drogo na série Game of Thrones), no papel principal, e Stephen Lang (Coronel Miles Quaritch em Avatar) como o vilão Khalar Singh. Mas apesar dos dois astros nos papéis do herói e do vilão o longo é repleto de defeitos.

Na história, Conan é um garoto que vive na Ciméria, e que perde a mãe quando nasce e o pai durante uma invasão do guerreiro Khalar Singh, um homem que quer remontar uma máscara que o tornaria o dono do mundo. Com a morte dos pais, Conan decide se vingar.

Enquanto no filme com Schwarzenegger, o herói enfrentava vários desafios, sendo levado como escravo, se tornando um gladiador, nessa nova produção, Conan vive de festas, salvando outros povos da escravidão, mais pelo prazer da luta do que pelo ato de ajudar os oprimidos.

Ele cresce lutando, um guerreiro nato, e um dia descobre realmente quem foi o homem que matou seu pai, então sai em busca de sua vingança. Mas não há, de fato, uma jornada, pois ele encontra Khalar Singh rapidamente, dando início ao combate, onde se enfrentam.

Os personagens não têm uma história consistente. O único que o espectador pode entender melhor é o próprio Conan, mas não o suficiente para livrá-lo do rótulo de vazio. Não existe emoção nem mesmo carisma, tanto por parte dos personagens bons como dos maus, enfraquecendo a obra.

Junto com o filme, está sendo lançado pela primeira vez no Brasil, o livro com a história usada na adaptação e mais três contos inéditos. Mas o filme falha em adaptar a obra, enquanto Howard criou um mundo fantástico, cheio de monstros e feiticeiros, com personagens complexos, cheios de valores, o longa mostra um mundo parecido, mas com personagens insossos e sem bagagem.

O filme de 1982 pode não ter efeitos, possuir poucas falas, porém é mais carregado de emoção e história. Jason Momoa interpreta um Conan tolo, que pensa somente em lutar, e que não enfrenta grandes desafios para tentar cumprir sua vingança. O espectador não se envolve com o herói e nem com a história, e a única coisa que espera é o fim da sessão.



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