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18/08/2011 - 10h25 - Atualizado em 23/05/2012 - 04h54

Professora sem moral

Por Camila Smid, aluna do 1º ano de Publicidade e Propaganda

Politicamente incorreta, a comédia “Professora Sem Classe” chega aos cinemas com o propósito de divertir sem grandes pretensões

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Reprodução
Justin Timberlake e Cameron Diaz em cena. Ela,
a postos para investir em seu novo alvo

O cartaz do filme Professora Sem Classe, de Jake Kasdan, é quase um aviso: Elizabeth Halsey, personagem de Cameron Diaz, é tudo, menos um exemplo de moral. Sensual, desbocada e interesseira, a docente passa por situações das mais engraçadas em busca de um marido que pague por seus caprichos.

O longa tem o estilo de comédia americana que sempre agrada ao público popular, mas enquanto a trama é quase infanto-juvenil, o roteiro é repleto de um palavreado proibido para menores.

Talvez seja essa mistura de ingenuidade e ousadia que faz de Professora Sem Classe uma comédia agradável. A protagonista é exatamente tudo o que uma mocinha de filme adolescente não deveria ser; e esse descompromisso com as famigeradas lições de moral se torna o diferencial da obra. 

Elizabeth representa a jovem que encontramos no cotidiano da sociedade pós-moderna, que tem como prioridades o consumo de bebidas alcoólicas e a incessante busca pelo corpo perfeito. Tudo isso em doses equilibradas, que não transformam a “professora” em nenhum tipo de monstro comedor de criancinhas, mas apenas em uma mulher que não encontrou outra saída, senão lecionar em troca de um salário que possa satisfazer os seus caprichos materiais.
 
No decorrer da história, a personagem vai mostrando aos poucos o seu lado sentimental e humano, quebrando a imagem de material girl, ao exibir por trás de cirurgias estéticas e desleixo profissional, uma garota que sonha em encontrar um grande amor.

O filme tem os seus altos e baixos, mas sem dúvida cumpre a proposta de ser divertido. Outro truque que faz com que a história se torne ainda mais agradável é a presença do polivalente - ator, cantor e produtor - Justin Timberlake, na pele de Scott Delacorte, papel que surpreende por ser tão diferente do perfil do rapaz fora das telas.

Mas o fato da personagem de  Timberlake ser somente mais uma caricatura dentre as tantas que compõem o núcleo principal, enfraquece a trama. Independente de não ser um show de gargalhadas, Professora Sem Classe diverte na medida certa.



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