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18/08/2011 - 10h33 - Atualizado em 21/05/2012 - 08h03

Haja força de vontade

Por Rodrigo Tolotti, aluno do 2º ano de Jornalismo

Efeitos especiais são insuficientes para salvar “Lanterna Verde” do fiasco

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Reprodução
Hal Jordan (Ryan Reynolds) em posse do anel do
Lanterna Verde

Depois da Marvel lançar três filmes de super-heróis esse ano (Thor, X-Men e Capitão América) e ficar na mídia com o futuro filme dos Vingadores, chegou a hora da DC Comics colocar nas telonas o seu primeiro longa sobre um dos maiores heróis da sua marca: o Lanterna Verde.

Assim como Thor, Lanterna Verde tem uma pequena dificuldade em ser adaptado devido o seu lado fantástico, o mundo de Oa, onde vivem os Guardiões do Universo e fica a base dos Lanternas Verdes. É necessário explicar tudo para o público, além de preservar parte da história na Terra para manter as pessoas no lado “real” do universo do super-herói.

Após a fuga de uma entidade chamada Parallax, um dos Lanternas, Abin Sur (Temuera Morrison), é gravemente ferido e vem para a Terra para escolher o seu substituto. O anel dos Lanternas escolhe quem será o seu novo dono, e opta pelo irresponsável Hal Jordan (Ryan Reynolds).

Ele é levado para Oa e recebe um treinamento para ser um novo herói. O anel do Lanterna Verde é carregado pela força de vontade, e é ela quem dá poderes ao seu usuário, sendo que este pode criar qualquer coisa que vier em sua mente para derrotar os inimigos.

Apesar da superprodução e dos efeitos especiais, o filme se equivoca em muitos aspectos. A começar pelo seu protagonista, pois Reynolds não tem carisma e nem pose para encarar o papel do herói, além da falta de emoção em suas expressões, deixando a desejar quando é necessário utilizar a comicidade, para imprimir um tom engraçado às cenas. O elenco coadjuvante também é fraco, mas Peter Sarsgaard se destaca ao encarnar o vilão Dr. Hector Hammond, muito bem interpretado, mas pouco explorado.

Os conflitos gerados durante a trama são resolvidos rapidamente, sem serem desenvolvidos, prejudicando o andamento do filme, que tenta se assemelhar a uma história em quadrinhos. A situação para a batalha final é criada quase que sem explicação, e a sua resolução é feita às pressas, dando a impressão de haver extrema preocupação em inserir o espectador no universo do herói e por isso há deficiência na hora de contar a história.

As cenas de ação são boas, e a conversão para o 3D foi bem realizada, mas isso não consegue sustentar o filme, que acaba sendo bom como uma história em quadrinhos, mas fraco como uma produção cinematográfica. A cena que surge durante os créditos finais cria uma boa deixa para uma continuação. Falta saber se os produtores terão força de vontade para gastar mais dinheiro depois do fiasco de crítica e público desse primeiro longa.



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