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30/06/2011 - 12h21 - Atualizado em 18/05/2012 - 15h03

Frio como o ártico

Por Rodrigo Tolotti, aluno do 2º ano de Jornalismo

Novo filme com Jim Carrey é cheio de clichês e deixa a desejar no quesito humor

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Reprodução
Jim Carrey e o pinguim, personagem que agrega
os melhores momentos de humor à história

Durante a década de 1990, Jim Carrey estava no auge. Com filmes como O Mentiroso, O Máskara, Débi e Lóide e Ace Ventura, ele se tornou conhecido pelo mundo e se consagrou um dos maiores atores de comédia dos últimos anos.

Depois, Carrey mostrou ótimo desempenho em dramas como O Show de Truman, Cine Majestic e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Nos últimos tempos, sua carreira tem oscilado com alguns trabalhos bem-sucedidos e outros pouco aclamados pelo público e pela crítica.

O novo longa com o ator, Os Pinguins do Papai, de Mark Waters, não pode ser considerado um dos melhores filmes de sua trajetória. É uma comédia feita para a família, típica da Sessão da Tarde.

O filme conta a história de Mr. Popper (Jim Carrey), um homem de negócios bem-sucedido que pretende se tornar sócio da empresa onde trabalha. Mora sozinho, apesar de ser casado e ter dois filhos. Tudo começa a mudar quando ele recebe seis pinguins de herança de seu falecido pai, um explorador que viajava o mundo todo e que raramente o visitava. Ele tenta se livrar dos animais, mas  seus filhos se apaixonam por eles e Popper decide ficar com os bichinhos.

A partir disso, o protagonista aprende a lidar com os pinguins e com a família, além de aprender a ouvir o que eles têm a dizer. Passa a se importar mais com os sentimentos dos filhos e chega a ganhar uma segunda chance com a esposa; graças à chegada dos pinguins, responsáveis por o tornarem uma pessoa melhor.

Os animais divertem o público, pois cada um tem seu apelido e características distintas. As aventuras em que eles se metem são engraçadas e são eles que divertem o público, ofuscando os atores. Além disso, a história esbarra em muitos clichês e dilui a escassa graça do filme ao tentar mostrar uma lição de moral.
 
É difícil encontrar algum momento em que o longa arranque gargalhadas dos espectadores - mesmo assim, consegue pontuais momentos engraçados. Desta vez, Carrey não abusa tanto das caretas, que são sua marca registrada, e muitas de suas piadas soam batidas. O público-alvo é a família, por isso mesmo não é um filme imperdível para assistir no cinema. Talvez o sofá de casa seja o melhor lugar.



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