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12/05/2011 - 11h00 - Atualizado em 22/05/2012 - 00h57

Amigas, amigas; homens à parte

Por Thais Sawada, aluna do 3º ano de Jornalismo

Em nova comédia romântica, protagonista tem que decidir entre a melhor amiga e o homem por quem é apaixonada

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Reprodução
Em filme de Luke Greenfield, personagens não criam
empatia com público

Rachel; a garota certinha, ingênua e sempre preocupada com o bem-estar dos outros. Darcy; a melhor amiga competitiva e egocêntrica que está noiva de Dex. Este, por sua vez, é amigo de faculdade de Rachel. O Noivo da Minha Melhor Amiga, filme de Luke Greenfield e baseado no livro homônimo de Emily Giffin, tem seu enredo guiado por esse complicado triângulo amoroso.

Durante a festa de aniversário de Rachel (Ginnifer Goodwin), Darcy (Kate Hudson) bebe demais e vai para casa mais cedo. Rachel e Dex (Colin Egglesfield) acabam se envolvendo e dormem juntos. Ela acorda arrependida e decide deixar tudo para trás. Entretanto, nenhum dos dois consegue ignorar o fato de estarem apaixonados há seis anos, quando se conheceram na faculdade de Direito. Passam, então, a promover encontros às escondidas, sem que Darcy saiba.

Assim, o filme tenta explorar as possibilidades da relação amiga versus namorado. Para isso, faz uso de um roteiro previsível e clichê – assim como a maioria das comédias românticas. Mas não é essa a principal deficiência do longa, mas sim a falta de empatia das personagens. Darcy é egocêntrica demais e faz o espectador questionar o motivo de Rachel – tão boa moça que chega a ser insossa – se importar tanto com ela. O que, aliás, causa certa contradição. Apesar de se preocupar com sua amiga, Rachel não faz nada para mudar a situação em que se encontram.

Mas essa falta de atitude não é uma característica apenas sua. Dex também parece ser incapaz de tomar uma decisão e, portanto, dá continuidade ao seu caso com Rachel sem cancelar o casamento com Darcy. A única personagem mais sensata no meio de todo o enredo é Ethan (John Krasinski), que roubas as cenas em que aparece. Ele desempenha o papel de conselheiro de Rachel, fazendo com que ela tome uma providência em relação à situação e que perceba sua tendência em deixar Darcy ganhar todas as vezes, trazendo um pouco de realidade e bom senso para a trama.

Apesar das atuações convencerem, as personagens criadas por Emily Giffin e transportadas para a tela grande, não causam identificação com o público. Além do bom desempenho do elenco, os pontos positivos ficam por conta de algumas cenas mais animadas. Um exemplo é a performance de dança de Rachel e Darcy, ao som de Push It, de Salt-N-Pepa's. No geral, O Noivo da Minha Melhor Amiga segue a fórmula convencional das comédias românticas, com todas as suas reviravoltas e final previsível.



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