
Com lançamento marcado para 21 de maio de 2011, às 13 horas, na Faculdade Cásper Líbero, o livro Mito e Comunicação: a importância da mitologia e sua presença na mídia, de Gabriel Lage Neto, aborda a mitologia, tomando-a por “essencial para a compreensão de nossa vida e do mundo em que vivemos”, como afirma o autor em entrevista a Rafael Lourenço e José Augusto Lobato (veja na sequência).
Publicada pela editora Plêiade, a obra consiste em sua dissertação de Mestrado – defendida em setembro de 2010, no Programa de Mestrado em Comunicação da Cásper Líbero –, cuja pesquisa lhe garantiu o título de Mestre. A banca examinadora foi composta pela Profa. Dra. Maria Cristina Palma Mungioli, da USP, e pelos professores da Cásper Líbero, Dr. José Eugenio de Oliveira Menezes e Dr. Dimas A. Künsch – orientador da dissertação.
O interesse de Lage em se aprofundar nos estudos sobre mitos veio da leitura de autores como Joseph Campbell, que acredita que os mitos são como pistas. Interpretá-las significa obter auxílio a partir das narrativas míticas, as quais servem de exemplo para a jornada de cada um. A pesquisa em Mito e comunicação não só busca chamar atenção para tais histórias, ricas em significado, como também exemplifica a inserção dos mitos – ainda que, às vezes, sutilmente – na mídia.
Em sua dissertação, o autor ainda se concentra na questão da oralidade e em sua importância na preservação dos mitos. Lage ressalta como a sociedade atual atém-se mais a um suporte visual, não permitindo, muitas vezes, que as palavras, por si só, instiguem a imaginação.
Para demonstrar a sutileza dos mitos na comunicação, Gabriel Lage disserta sobre o programa infantil Catalendas, criado e produzido pela TV Cultura do Pará e transmitido em rede nacional pela TV Cultura, pelo canal Rá-Tim-Bum e pelas emissoras da Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais). Aponta, na construção das histórias – que desejam mudar o desconhecimento da cultura popular e da mitologia –, marcas nacionais e regionais que permeiam o imaginário da cultura local.
Dimas A. Künsch, orientador de Lage no processo de concepção da obra, acredita que o autor traz, com seus argumentos, o assunto para diálogo. Um diálogo que é feito entre o mito e “outras formas possíveis de conhecimento, com sabedorias diversas. Um pensamento compreensivo [...], do respeito ao outro...”, afirma o orientador.
Comentários Postados
Garantirei meu exemplar! Estou ansioso para conhecer o trabalho deste jovem escritor.
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