Elis Regina, a “Pimentinha” da MPB, foi uma intérprete singular. Com uma potência vocal única, arranjos feitos especialmente para ela, e a curiosa coreografia “helicóptero”, em que girava os braços como hélices, Elis conquistou o coração de milhões de fãs, no Brasil e no mundo.
Neste mês, a morte de Elis completa 29 anos. Falecida em 19 de janeiro de 1982, a cantora deixou o público desolado, devido à morte no auge da carreira.
Sua obra, no entanto, permanece viva até hoje. Acompanhe nossa homenagem a essa grande intérprete - para relembrar os melhores momentos dos 18 anos de apresentações, e ouvir as canções favoritas do público.
"Cantar, para mim, é sacerdócio. O resto é o resto"
Elis Regina
Nascida em Porto Alegre, em 17 de março de 1945, a gaúcha começou sua carreira ainda criança, cantando no concurso “Clube do Guri”. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, que fervilhava com uma mistura de samba, MPB e Bossa Nova.
A cantora gravou alguns compactos independentes, mas o sucesso veio com o prêmio do I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, com a canção “Arrastão”, de Edu Lobo.
Depois da passagem pela Excelsior, Elis foi contratada pela TV Rio, onde trabalhou com Jorge Ben e Wilson Simonal. Logo, as parcerias musicais tornariam-se freqüentes em sua carreira, como prova “Dois na Bossa”, álbum de sucesso gravado com Jair Rodrigues.
Jair era um grande amigo – juntos, passaram a apresentar “O Fino da Bossa”, na TV Record. O ano era 1965. Elis estava no topo das paradas: gravou composições de Belchior e Milton Nascimento, e, na mesma década, fez turnê pela Europa. Nos anos 70, ela conquistou os Estados Unidos, ao lado de Tom Jobim, que introduzira a Bossa Nova à América do Norte.
Elis Regina morreu em 1982, enquanto planejava o novo disco – que seria o 28º, entre álbuns independentes, compilações e peças de estúdio. Da vasta obra da cantora, selecionamos algumas canções favoritas do público – para ouvir e relembrar.