“Amor Por Contrato” faz críticas bem humoradas ao consumismo norte-americano
É comum vermos, nos dias atuais, filmes que critiquem a mentalidade consumista e a ilusão da família perfeita que compõem o imaginário do cidadão norte-americano. Porém, mesmo temas pouco originais como esses conseguiram ser renovados a partir da criativa premissa de Amor Por Contrato, do diretor Derrick Borte.
No filme, acompanhamos a trajetória da aparentemente perfeita família Jones, formada por Steve (David Duchovny) e Kate (Demi Moore). O casal acaba de se mudar para um subúrbio - local onde todos se amam e possuem os últimos lançamentos em carros, roupas, eletrônicos etc.
A história, no entanto, surpreende pelo fato de os Jones não serem parentes de fato, mas funcionários de uma companhia de marketing. O casal foi contratado para exibir os produtos da empresa e, com isso, provocar inveja em seus vizinhos, fazendo com que eles desejem possuir o que os Jones têm.
Por ironia do destino, Steve se apaixona por Kate e passa a tentar estabelecer um relacionamento verdadeiro com ela. Além do romance entre o casal protagonista, ganha destaque a rotina do casal Larry e Summer Symonds, interpretado, respectivamente, por Gary Cole e Glenne Headly. Influenciados pela propaganda feita pelos Jones, eles acabam se tornando os personagens mais carismáticos da película.
Contudo, o enfoque dado no romance entre os protagonistas faz com que a crítica ao consumismo se perca em vários momentos. Os personagens secundários e suas respectivas tramas conseguem sustentar a história, porém é visível que ela não atingiu todo o seu potencial. Derrick Borte, portanto, resumiu Amor Por Contrato a uma comédia romântica agradável.
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