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01/12/2010 - 17h48 - Atualizado em 23/05/2012 - 06h53

Rammstein retorna ao Brasil com muita pirotecnia e explosões

Lidia Zuin, aluna do 3º ano de Jornalismo

A banda alemã se apresentou em São Paulo nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro

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Fernando Pilatos/UOL
A banda alemã volta ao País e empolga fãs 

Depois de mais de dez anos de birra com o Brasil, por conta da vaia recebida em 1999 quando abriu o show do KISS, RAMMSTEIN volta ao país na turnê Liebe ist für Alle da. Os alemães se apresentaranm, em São Paulo, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro - a segunda data foi marcada após o esgotamento de ingressos para o primeiro show. A quantidade de fãs mostrou-se tão grande que a fila praticamente abraçou o quarteirão da Via Funchal. A casa foi aberta às 20h, mas o show começou por volta das 22h20, quando ainda havia gente fora do local esperando para entrar.

A pedido dos músicos, o show não foi reproduzido nos telões. Dessa forma, quem estava no camarote e no mezanino teve dificuldade em assistir à banda, que antecipou sua aparição no palco com duas cortinas: uma preta e outra emulando a bandeira da Alemanha. O palco foi decorado em dois níveis, sendo que no mais baixo estava o vocalista, Till Lindemann, centralizado pelos guitarristas e vocais de apoio Richard Kruspe e Paul Landers. Acima, o baixista, Oliver Riedel, e o tecladista, Christian Lorenz (o Doktor Flake), circundaram o baterista Christoph Schneider (Doom). O figurino em couro vestido por Lindemann seguiu os moldes do clipe Ich tu’ dir weh: com uma lâmpada na boca, penas ao redor do pescoço e o corpo já manchado como se fosse de óleo e fuligem, o vocalista anunciou o show com uma explosão seguida pela música Rammlied.

Por conta de o concerto ter sido feito num lugar fechado, a dúvida quanto à pirotecnia, efeito característico dos shows da banda, permaneceu até a terceira música, Waidmanns Heil, que preencheu o salão com labaredas e fumaça. Quem estava próximo ao palco pôde sentir o calor das chamas e a leve asfixia provocada pelos efeitos. O fogo retornou ainda mais forte quando, em Feuer Frei, Lindemann deixou o palco de joelhos, retornando junto de Landers e Kruspe para compor uma tríade. Os três músicos levantaram compridas chamas a partir de um dispositivo acoplado em frente à face.

Apesar de não ter havido tempo para conversa com o público entre as músicas, o vocalista ousou pedir à platéia para que cantassem “mais forte”, como disse rapidamente e com forte sotaque. Flake também não pôde deixar de fazer sua encenação, dançando euforicamente logo nas primeiras músicas e depois aparecendo de dentro do caldeirão em Mein Tei, já vestido com um macacão com acessórios brilhantes. A música, que trata do caso de canibalismo Armin Meiwes, foi encenada pelo vocalista com um avental ensangüentado de açougueiro e uma faca-microfone. Nesse momento também não faltou fogo, já que Lindemann o ateava abaixo da panela gigante onde Flake aparecia para fazer caretas e tocar teclado.

A encenação e a pirotecnia estiveram presentes também em Benzin, que trouxe ao palco um tanque de gasolina e uma mangueira cuspindo fogo. Links 2 3 4 animou os fãs com batidas marciais e ritmo marchante antes de dar início a Du hast, hit que só não foi mais delirante do que a música seguinte: a aguardada e polêmica Pussy. Enquanto em outros shows a banda já chegou a levar um canhão em forma de pênis, neste a surpresa foi a dança que o baterista Doom fez acima de seu instrumento. Agitando os espectadores, ele chegou a pôr três pênis postiços colados abaixo do ventre, sendo que somente nos dois últimos exemplares a “mágica” foi acontecer: girando de um lado para o outro, Doom espalhava as fagulhas expelidas pelo objeto.

Como bis, RAMMSTEIN tocou mais quatro músicas, dentre as quais, apenas Haifisch é do novo álbum que dá título à turnê, na qual Flake subiu num bote inflável e foi carregado sobre as mãos da platéia de um lado para o outro até retornar ao palco. Nesse meio-tempo, o tecladista inclusive hasteou uma bandeira do Brasil que conseguiu com os fãs. As demais canções foram Sonne e Ich will, as quais levantaram um grande coro junto a Lindemann.

Mas foi Te quiero puta que mais alegrou o público: após uma grande maioria gritar pela música, a banda reapareceu com Flake já segurando um trompete. Em espanhol, a composição não deixou nenhum fã com o alemão enrolado se inibir. O refrão cantado pela platéia tornou-se ainda mais alto que o som do microfone de Lindemann.

O show teve duração de duas horas, mas o pós na Rua Funchal durou até depois da meia noite. Havia quem comentasse que, no dia seguinte, estaria lá novamente para prestigiar a banda alemã que há tanto tempo não voltava ao Brasil.



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