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18/11/2010 - 12h30 - Atualizado em 23/05/2012 - 01h31

Retorno ao melhor estilo Jamiroquai

Por Gabriel Moraes, aluno do 1º ano de Jornalismo

Após cinco anos sem inéditas, novo álbum relembra os trabalhos que consagraram a banda

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Reprodução
Capa do álbum

O frontman Jay Kay avisava que Rock Dust Light Star seria um cd apenas de músicas que soassem muito bem ao vivo: “O álbum todo tem vida. É um verdadeiro disco de banda onde capturamos a mesma vibração de nossas apresentações ao vivo”. Este trabalho se diferencia do tradicional acid jazz e jazz funk, característicos do Jamiroquai, para melodias mais vivas. Os fãs não se decepcionarão com este sétimo álbum de estúdio da banda, contando com variações entre músicas dançantes e canções para ouvir com calma e sem interrupções.

Rock Dust Light Star dá nome a primeira faixa do disco, e sem dúvidas, é um ótimo cartão de visitas. A música alterna momentos tranquilos e a explosão do refrão, ganhando tom metálico, além de ser o melhor desempenho vocal de Jay Kay no álbum inteiro.

White Knuckle Ride foi a escolhida como principal single. Não por acaso, é a mais dançante de todas as canções, possibilitando melhor sincronia entre a banda e a maestria de Kay.

Os fãs que estiveram no Festival Natura Nós, dia 16 de outubro, ouviram dentre os maiores sucessos do Jamiroquai, as duas inéditas citadas, além de Blue Skies, canção mais calma e profunda, com acompanhamento no violão, lembrando o estilo de Seven Days in Sunny June, do álbum anterior, Dynamite. Never Gonna be Another também bebe dessa fonte, apostando no domínio vocal de Kay ao conduzir baladas pop.

Lifeline é uma canção sobre amores e velocidade: as maiores paixões de Jay. O vocalista é conhecido por ter diversos carros possantes, entre Ferraris e Lamborghinis, mostrados no clipe de Cosmic Girl.

Hey Floyd encerra o álbum e é um excelente exemplo da mudança de ares dos britânicos. A música começa como outra qualquer da banda, porém após alguns segundos, nota-se influência de ska - gênero precursor do reggae, que tem como principal característica a utilização de saxofones e baixos como fonte de inspiração.

A vibração que o vocalista afirmava ter capturado de suas apresentações ao vivo parecem ter feito muito bem para a banda. Os fãs mais antigos irão se impressionar com as novas influências e perceber que se trata de um dos melhores trabalhos do grupo.



Comentários Comentários Postados
jucorintiana[25/11/2010 - 15:31]

o natura nós foi dia 16! hehe boa resenha.. :)

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