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04/11/2010 - 16h00 - Atualizado em 23/05/2012 - 02h20

Entre o céu e o inferno

Por Gabriel Moraes, aluno do 1º ano de Jornalismo

“Guitar Heaven”, novo álbum de Santana, homenageia clássicos do rock em performances questionáveis

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Reprodução
Capa do álbum

Ao ouvir um álbum de Carlos Santana, temos a impressão de que estamos em uma praia ensolarada no Caribe, tomando coquetéis e aproveitando o sol. Os elementos de música tipicamente latina presentes nas músicas do guitarrista mexicano são marcantes e indispensáveis a suas criações.

Carlos Santana é conhecido pelas parcerias que realiza com outros artistas em seus CDs, sempre sinônimas de sucesso. Músicas como Smooth e The Game of Love - as quais contam com a participação, respectivamente, de Rob Thomas e Michelle Branch - fizeram com que o guitarrista ganhasse reconhecimento entre o público mais jovem.

Para seu novo álbum, Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time, Santana regravou clássicos do rock com 16 convidados. O resultado foi bom, embora, ao ser comparado com os trabalhos anteriores do guitarrista mexicano, o disco deixa um pouco a desejar. Talvez seja pelo fato de algumas parcerias não terem “encaixado”.

Por exemplo, a versão de Back In Black, clássico do AC/DC,  gravada com o rapper Nas é, no mínimo, constrangedora. Já a participação de Ray Manzarek e Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, na faixa Riders on The Storm, do The Doors, simplesmente não empolga. No entanto, para o alívio de fãs, o número de acertos em Guitar Heaven consegue ser maior do que o de erros.

Um dos pontos altos do álbum é Whole Lotta Love, do Led Zeppelin. A canção conta com a participação de Chris Cornell, ex-vocalista do Audioslave, que, aliada a solos e riffs intermináveis de Carlos Santana, consegue motivar até quem não é fã de rock ‘n roll. Uma boa surpresa foi Little Wing, clássico de Jimi Hendrix interpretado pelo veterano Joe Cocker com muito fôlego e potência vocal.

Merece destaque o encontro de Santana com Scott Weiland, ex-Velvet Revolver, em Can't You Hear me Knocking, dos Rolling Stones - uma das melhores faixas de Guitar Heaven. No final da música, dedicado a um solo de guitarra com os característicos elementos latinos, Santana mostra o porquê de ser considerado um dos melhores do seu tempo.

Under The Bridge, do Red Hot Chilli Peppers encerra o álbum. O guitarrista mexicano não poderia ter escolhido melhor parceiro para a regravação: Andy Vargas, cuja voz combina perfeitamente com a musicalidade da canção.

As 13 faixas de Guitar Heaven se dividem em extremos: ora são ótimas, ora são péssimas. Podemos, portanto, dizer que a fórmula mágica de Carlos Santana ainda não está gasta, mas parece caminhar para isso.



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