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15/10/2010 - 12h55 - Atualizado em 22/05/2012 - 13h09

União de arte e política

Por Jhennifer Moisés, aluna do 3º ano de Jornalismo

A 29ª Bienal de Arte de São Paulo promete uma parceria que combina contemplar e conscientizar

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Reprodução
Arte e política: destaque na Bienal

Aberta ao público desde o dia 25 de setembro, a Bienal expõe 850 obras de 160 artistas de todo o mundo, sendo os mais estimados os de países da América Latina.  A valorização artística de profissionais sul-americanos é representada por países como Porto Rico, Cuba, Argentina, Chile, Bolívia, Venezuela e, é claro, Brasil.

Esse ano as exposições não serão apenas contemplativas: a interatividade é a principal característica da edição. E, para ilustrar como a ligação entre arte e política é extremamente estreita, foi escolhido um título que designa a complexidade artística: “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”, da obra Invenção de Orfeu, do poeta Jorge de Lima.
   
No total, são seis espaços por onde os visitantes poderão circular. A proposta é tornar mais dinâmico e permitir experiências diferentes em cada cenário. Os chamados “terreiros” fazem com que o público experimente sensações distintas. O planejamento de cada um ficará sob a responsabilidade de artistas de diferentes nacionalidades e especialidades, cada um com uma ideia, representando sua forma de arte.

O terreiro O outro, o mesmo, cujo título é homônimo a obra do escritor Jorge Luís Borges, é destinado às performances de diversas áreas artísticas. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Carlos Teixeira. Já A pele do invisível dá lugar para as produções audiovisuais e sua concepção é responsabilidade do esloveno Tobias Putrih. E o Dito, não dito, interdito é reservado aos debates e conversas e alude à obra do escritor brasileiro João Guimarães Rosa. A criação é de autoria do arquiteto Roberto Loeb e do grafiteiro Kboco.

Por sua vez, Eu sou a rua, homenageia João do Rio e seu trabalho. O caráter lúdico está mais presente em Longe daqui aqui mesmo, um híbrido de biblioteca e labirinto. As artistas Marilá Dardot e Fábio Morais se inspiraram no escritor e dramaturgo Antonio Bivar. Inclusive, um de seus textos dá nome a esse terreiro. Por fim, Lembrança e esquecimento propício para descansar durante o percurso entre uma mostra e outra. E quem criou o ambiente de relaxamento foi Ernesto Neto.

A proposta de dividir em espaços, aparentemente, visa ao aumento do público e tenta satisfazer os gostos mais diversos. No entanto, resta saber se o visitante aderiu à proposta da 29ª Bienal de Arte de São Paulo que acontece até o dia 12 de dezembro no Parque do Ibirapuera.



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