Longa alemão choca impondo narrativa frenética
A Alemanha nos anos 70 passa por diversos atentados. O terrorismo está espalhado por toda parte e a democracia do país sofre ameaças do inimigo.
As personagens principais do filme O Grupo Baader Meinhof, dirigido por Uli Edel, são Andreas Baader (Moritz Bleibtreu), Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek). Eles partem para ações violentas, - conseguindo visibilidade - combatendo o que veem como o novo fascismo, ou seja, a união de pessoas influentes do nicho norte-americano, juntamente com as forças predominantes da Alemanha.
A intenção do grupo é criar uma sociedade mais justa, mas fazem isso por meios que chocam e destroem a humanidade, pois por onde passam deixam explícito que estiveram ali, reivindicando o que para eles é correto e o país deve exercer, já que a Alemanha era, e continua sendo, parcela importante dentro do todo.
O filme é baseado no livro The Baader Meinhof Complex, de Stefan Aust, que destaca todos os atos realizados pela RAF (Fração do Exército Vermelho), contra o Estado.
Os 150 minutos do longa de Edel detalham os atos da RAF, mostrando as ações executadas durante uma década, - de 1967 até 1977 - incluindo as formas distintas que as manifestações eram travadas durante o período em que a história se passa. A obra recebe tratamento excelente nesse sentido, porque transmite nitidamente as transformações sofridas pelos integrantes do grupo, como a evolução na execução das missões e protestos realizados por eles.
O diretor foi consagrado quando dirigiu Eu, Christiane F. – 13 Anos, Drogada e Prostituída, ao lado do produtor Bernd Eichinger, - seu colega de sala, na Academia de Cinema de Munique - ganhando vários prêmios, inclusive o Festival de Cinema de Montreal.
O elenco conta com Martina Gedeck, famosa devido atuação no filme A Vida dos Outros, premiado no Oscar de 2007 a Melhor Filme de Língua Estrangeira. Destaque para Moritz Bleibtreu, que participou de Corra Lola, Corra - uma das obras mais originais dos últimos anos - que apresenta performance singular como Andreas.
O filme concorreu a Melhor Filme Estrangeiro na premiação do Oscar 2009, perdendo para o japonês A Partida. O longa de Edel foi derrotado na premiação, mas a obra está longe de decepcionar.
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