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11/06/2010 - 09h44 - Atualizado em 21/05/2012 - 19h31

O sol da Califórnia nas férias de julho

Por Vivian Costa, aluna do 1º ano de Jornalismo

Aproveitando o sucesso de “Marley & Eu” adaptação da tirinha “Marmaduke” chega aos cinemas

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Reprodução

Com o início das férias escolares se aproximando, está aberta a temporada de estreias infanto-juvenis.  No dia 3 de junho, foi a vez de o dogue alemão Marmaduke invadir as telonas, trazendo o sol californiano para o inverno brasileiro.

O filme cumpre o papel de entreter, apostando em duas fórmulas mais do que conhecidas do grande público: animais humanizados e dilemas colegiais. A mescla desses dois assuntos não resulta em nenhum roteiro primoroso, mas é, ao menos, divertido. Os “playboys” são a turminha com pedigree, os “nerds dramáticos” são cães adestrados e o protagonista do filme, claro, começa como um deslocado. O cão adolescente retrata a dificuldade da família que se muda do meio-Oeste americano para a Califórnia seguindo as ambições de um pai workaholic que acredita estar fazendo o melhor para sua família sem dar valor à opinião de seus filhos.

O clima californiano é explorado na sua forma mais célebre: o sol, os surfistas e até mesmo a música-tema do seriado The OC caracterizaram o clima de férias eternas da terra ensolarada dos Estados Unidos. Porém, o entusiasmo do cachorro acaba ao perceber como é difícil “sobreviver” sozinho no parque de cães, o high school dos melhores amigos do homem. Mas, com ajuda de alguns novos amigos e de seu “irmão adotivo” Carlos (o gato da família), Marmaduke começa a se dar em Orange County, enquanto sua família redescobre a importância da união, do carinho e do companheirismo para superar adversidades.

A trilha sonora é marcada por grandes hits do rádio que embalam as festas caninas. A maior parte das interpretações é resultado da computação gráfica que dá expressão aos cachorros, e o elenco humano não tem nada de primoroso. Inocente e previsível, Marmaduke é apenas mais um filme de férias que nos faz acreditar que os maus sempre se dão mal, que a família sempre acaba ainda mais unida e feliz e que tudo fica mais fofo e divertido quando os protagonistas não são humanos.