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23/04/2010 - 11h28 - Atualizado em 22/05/2012 - 09h05

Em busca das provas de uma conspiração

Por Jessica Fiorelli, aluna do 2º ano de Jornalismo

Livro reportagem mistura realidade e ficção para comprovar assassinato de ex-presidentes

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Reprodução
Os escritores Carlos Heitor Cony
e Ana Lee

O livro O Beijo da Morte, segundo o jornalista e autor Carlos Heitor Cony, é um “anfíbio”, pois os fatos apurados entrelaçam realidade e ficção. Publicado em 2003 pela Editora Objetiva e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Reportagem/Biografia em 2004, a obra foi escrita pela também jornalista e escritora Anna Lee.

O protagonista da história é o Repórter, um jornalista que transforma sua dedicação em obsessão. Seu grande objetivo é provar o envolvimento do governo militar na morte de três líderes políticos pré-ditadura: Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda, falecidos entre setembro de 1976 e maio de 1977.

O presidente “bossa nova” sofreu um acidente na Rodovia Presidente Dutra, que  liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Segundo documentos oficiais, Jango, presidente deposto pelo golpe militar, morreu devido a um infarto na cidade de Mercedes, Argentina. Já Lacerda, fundador da Tribuna da Imprensa - jornal opositor de Getúlio Vargas - falecido após um intoxicação do sangue.
 
Em busca de provas, o Repórter explora um terreno em que ninguém quer se arriscar durante a abertura política do regime. Por causa desse risco, acaba perdendo o emprego no jornal em que trabalha. Para manter sua investigação, se torna freelancer chegando a escrever matérias que não serão publicadas.

Baseado nas primeiras reportagem sobre o assunto escritas por Cony e na apuração jornalística feita pelo jornalista e Lee, O Beijo da Morte relata o que foi o movimento Frente Ampla e a Operação Condor, além de possuir importantes notas e anexos para passar credibilidade ao leitor.



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