Comédia, que alcançou a marca de mais assistida na França, chega aos cinemas brasileiros

Depois de arrecadar quase 100 milhões de euros nos cinemas franceses, se tornar o filme mais assistido no seu país de origem e ser considerada uma das melhores comédias francesas de todos os tempos pela crítica, A Riviera Não é Aqui estreia nos cinemas brasileiros.
Dirigido e escrito por Dany Boon, o filme mostra uma França diferente da conhecida nos cartões postais. Boon nos transporta para um país caloroso, simples e diferente do estereótipo de cidade francesa que criamos. Grande parte da ação se passa em Bergues, região do norte da França.
Preocupado com a saúde de sua esposa, o gerente de uma agência dos Correios, Philippe Abrams (Kad Merad) é capaz de tudo para livrar a companheira de uma forte depressão, inclusive lutar com unhas e dentes por uma transferência para a Riviera Francesa. Durante busca implacável pela mudança, Abrams acaba metendo os pés pelas mãos e sendo transferido, em regime disciplinar, para o norte da França, mais especificamente para a cidade de Bergues.
Abrams é obrigado a abandonar o seu amado sul e se mudar para o seu detestado norte. Devido a um preconceito regionalista infundado, resolve “livrar a família das pessoas sujas, ignorantes e pobres” e se mudar sozinho. Lá, conhece o carteiro Antoine (o diretor Dany Boon) e a vida simples e apaixonante do local.
Com o roteiro simples e um pouco previsível, A Riviera Não é Aqui pode parecer, aos desavisados, um “filme de turista”, com belas panorâmicas, mas não é, pois possui diálogos inteligentes, um pouco de humor negro e forte crítica aos preconceitos regionais. A cultura local dos “ch’tis”, adjetivo regional que identifica o francês do norte do país, é apresentada de forma natural, fazendo com que o público se sinta introduzido a vida cotidiana deles e não em uma sala de aula.
A Riviera não é Aqui não discute a respeito de uma cidade, mas sobre uma cultura que muitas vezes é esquecida e como qualquer um pode se apaixonar por ela. Em um momento do filme, Dany Boon, -nascido e criado em Nord-Pas de Calais, norte da França - por meio do personagem Antoine, diz que “quando um sulista vem ao norte, ele chora duas vezes: uma quando chega e outra quando vai embora”. Longe do discurso moralista ou hipócrita, a mensagem do filme é muito mais que uma simples lição de tolerância, mas de liberdade.
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