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31/03/2010 - 10h10 - Atualizado em 22/05/2012 - 10h13

Deathstars: a banda de rock industrial que chega ao Brasil em maio

Por Lidia Zuin, aluna do 3º ano de Jornalismo

Banda sueca se apresenta no Carioca Club e toca os maiores sucessos

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Reprodução

Depois de trazer Primal Fear, Grave Digger, Moonspell e Tiamat, a casa paulistana Carioca Club anuncia show da banda sueca Deathstars. Nesta única apresentação no Brasil, o grupo promoverá o mais novo álbum Night Electric Night, lançado em janeiro do ano passado.

Produzido em Estocolmo, o cd demonstra as diferenças de uma banda que em 1993 tocava death metal, identificando-se como Swordmaster. De lá para cá, a formação manteve-se intacta, senão pela saída do guitarrista Erik Halvorsen (aka Beast X Electric). Sendo assim, a fomação atual conta com o vocalista Andreas Bergh (aka Whiplasher Bernadotte), guitarristas Emil Nödtveidt (aka Nightmare Industries) e Eric Bäckman (aka Cat Casino), baixista e vocal de apoio Jonas Kangur (aka Skinny Disco) e baterista Ole Öhman (aka Bone W. Machine).

A discografia da banda possui os álbuns de estúdio Synthetic Generation (2002), Termination Bliss (2006) e o mais recente Night Electric Night (2009). Logo no primeiro trabalho, o grupo definiu como hit a música Our God The Drugs, em que a voz arranhada e aguda se mistura a vocal grave, semelhante ao de Till Lindemann (Rammstein) e ainda põe em conflito temáticas do metal com a ideologia cyberpunk presente na música industrial.

Os outros dois discos não demonstram o mesmo estilo de guitarra do álbum de estreia. Em Night Electric Night, alguns fãs notaram que o peso original que a Deathstars inseria nas composições do início da carreira se perdeu. A faixa título muito se assemelha às músicas do grupo inglês Cradle of Filth, especificamente com a melodia de Her ghost in the fog.

No entanto, Death dies hard tem refrão cativante por reforçar a base repetida ao longo da música. Repetindo o pessimismo na letra, a faixa torna-se mais interessante através do videoclipe, preenchido por uma estética típica da cena industrial, seja pelo cenário de uma metrópole preenchida de publicidade luminosa e prédios grandes ou pelo visual dos artistas.

O figurino dos integrantes é adotado por outras bandas, como a italiana Dope Stars Inc e Marilyn Manson, o antichrist superstar. O cap, maquiagem, lentes e até mesmo a farda presentes no vídeo já são elementos explorados pelo astro grotesco em clipes como Fight Song e em alguns photoshoots dos anos 90. Obviamente, a combinação não é original do artista, pois  a eslovena Laibach já adotava o estilo em 1980.

Outro aspecto visível pelo clipe de Death dies hard é o glamour evocado pelas mulheres. O costume vem desde o – literalmente – Glam e Hard Rock, que abusavam das calças de couro justas, maquiagens extravagantes e vozes escandalosas. Afinal, os cabelos e cores vinham do Twisted Sister, a androginia de Axl Rose e David Bowie, sendo estes dois últimos considerados galãs de uma era.

Apesar de levantar sobrancelhas e contorcer os lábios de alguns espectadores e ouvintes, bandas como Deathstars acabam por seguir a filosofia de Patricia Morrison, ex-baixista da banda Sisters of Mercy: “Acho que tenho um gosto bastante eclético. Gosto muito da música dos anos 60, da psicodelia. […] O glamour. Isto é o que eu sempre gostei mais. A cena gótica se divide em várias vertentes, algumas parecem mais grotescas, outras mais pesadas, mas eu gosto do glamour”.

Data: 30/05/2010
Local: Carioca Club
Preço: a partir de 30 reais (pista, meia entrada)
Onde comprar: Lady Snake e Tickets Brasil



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