Arte do canal

índice geral



Home / Cultura Geral / Artigos

05/03/2010 - 09h12 - Atualizado em 20/05/2012 - 17h06

À espera de um Oscar

Por Gustavo Nárlir, aluno do 2º ano de Jornalismo

Conheça as principais obras e artistas mais indicados ao maior prêmio do cinema americano

Compartilhe:


Reprodução
Meryl Streep, a atriz com o maior
número de indicações até hoje

Muitos dizem que ganhar um Oscar é uma maldição, outros afirmam ser uma verdadeira benção. Para a atriz mirim Tatum O’Neal - a mais jovem a ter levado para casa o prêmio de Melhor Atriz, por sua interpretação em “Lua de Papel”, de 1973 - de nada adiantou. Após ser laureada com a estatueta, não conseguiu emplacar outra participação memorável em um filme. Já no caso de Adrien Brody, premiado pela atuação principal em “O Pianista” (2002), muitas portas foram abertas e passou a participar de grandes produções hollywoodianas, como a versão de Peter Jackson de "King Kong", em 2005. Mas o que dizem os recordistas em indicações ao Oscar?

Neste ano a atriz Meryl Streep completa 16 indicações ao prêmio, tornando-se a única a realizar tal feito, sendo lembrada dessa vez por sua performance na comédia “Julie e Julia” (2009). No entanto, por mais que tenha sido lembrada diversas vezes, venceu apenas duas vezes, como Melhor Atriz Coadjuvante em “Kramer vs. Kramer” (1979) e Atriz em “A Escolha de Sofia” (1982). Alguns críticos explicam que tal fenômeno deve-se ao fato de Streep sempre escolher roteiros de filmes de grande sucesso comercial ou de crítica, sendo na maioria das vezes, premiados pela Academia. Se o argumento for levado em conta, lembramos de suas indicações por filmes como “O Franco Atirador” (1978), “Kramer vs. Kramer” (1979) e “Entre dois amores” (1985), todos vencedores do Oscar de Melhor Filme.

Outro caso é o de John Williams, com nada menos do que 45 indicações, incluindo trilha sonora e canção. Mesmo com esse número, o compositor faturou somente cinco prêmios, por “Um Violinista no Telhado” (1971), pelos temas aterrorizantes de “Tubarão” (1975). E ainda “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança” (1977), “E.T. – O Extraterrestre” (1982) e “A Lista de Schindler” (1993). "Compor para cinema pode ser (financeiramente) recompensador, mas é também uma agonia. Compositores para cinema não são os seus próprios mestres. Trabalham para corporações. Mas aceita-se isso como parte do trabalho", assim Williams analisou o seu trabalho em artigo do "New York Times, de 25 de maio de 1975.

Todavia, há aquele que é o maior recordista até hoje: Walt Disney. Foram 59 indicações e 22 vitórias, como o prêmio honorário por “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937). Nessa ocasião, a Academia homenageou a primeira animação da Disney produzindo sete pequenas estatuetas e uma maior, simbolizando a primeira das princesas.

Mas como nem tudo são flores, muitos filmes considerados os favoritos de cada ano, com inúmeras indicações, ficaram com pouco ou nenhum prêmio no fim da noite. É o caso de “A Cor Púrpura” (1985), dirigido por Steven Spielberg. O longa foi nomeado para onze categorias e não obteve nenhuma vitória. Whoopi Goldberg, indicada ao prêmio de Melhor Atriz, somente cinco anos depois era premiada por sua performance em “Ghost – Do Outro Lado da Vida” (1990).

Por mais que o Oscar seja fator determinante para a carreira de alguns profissionais, é importante notar que ao longo do tempo muitos gênios ficaram de fora da festa. Stanley Kubrick, realizador de obras-primas como “Dr. Fantástico” (1964), “2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968) e “Laranja Mecânica” (1971), só recebeu um prêmio durante toda a sua trajetória. Alfred Hitchcock e Charles Chaplin também foram desprezados, até receberem no fim da vida o prêmio Memorial Irving G. Thalberg pelo conjunto de suas obras. Diante disso, fica a pergunta: será que realmente vale a pena ser indicado ao Oscar?



Comentários Comentários Postados
Comentários Envie o seu comentário

Caro leitor, esse espaço foi criado para que você opine e discuta a matéria que acabou de ler

Cada comentário comporta no máximo 600 caracteres.

Os comentários devem se ater ao texto publicado.

Mensagens ofensivas, provocativas ou que contenham palavras de baixo calão serã excluídas.

restam caracteres.