Roteirista de "O Labirinto do Fauno" e Chuck Hogan alfinetam cultura dos “vampiros meigos” em publicação
"Adorava ler histórias de vampiros, mas boas histórias. Nada desses romances de jovens lânguidos chupando o sangue de pessoas bonitas”. Foi a primeira frase dita por Guillermo Del Toro em um vídeo liberado pela Editora Rocco para promover seu primeiro livro: Noturno, lançado no segundo semestre de 2009. Em parceria Chuck Hogan - um dos maiores autores de thrillers da atualidade - o cineasta, famoso por filmes como O Labirinto do Fauno e Hellboy, se aventura no mundo dos "seres da escuridão" e bate de frente com os sucessos que "romantizam" a figura dos herdeiros do "príncipe das trevas".
O livro é o primeiro da "Trilogia da Escuridão" e conta a seguinte história: depois da misteriosa morte de quase todos passageiros de um avião, de uma sequência de estranhos fenômenos e de uma ocultação lunar, um vírus desconhecido começa a atingir a população de Nova York. A epidemia se alastra, atingindo casas, cidades, países e o mundo. Ficou com medo? Bem, era a intenção.
Del Toro não exagera no derramamento de sangue e nas “cenas fortes”, mas nos calafrios, arrepios e repulsa. Tanto que os fãs dos famosos cortes bruscos, típicos nos filmes do cineasta, vão se sentir acostumados ao estilo empregado no livro. Noturno tem história envolvente, leitura rápida e todos os outros ingredientes para se tornar viciante para quem gosta de vampiros ou apenas quer fugir da mania de deixá-los mais meigos. A trama também se aproveita do sentimento de paranóia pós 11 de setembro para agregar mais realidade.
Vale a pena lembrar que Del Toro está filmando O Hobbit, baseado na obra homônima de J. R. R. Tolkien. Mas não há informações oficiais que Noturno vire filme, somente indícios. Resta esperar para ver se ele encherá os túneis de Nova York de vampiros, como fez no livro, para levá-lo as telas de cinema.
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