Arte do canal

índice geral



Home / Cultura Geral / Notícias

04/02/2010 - 10h15 - Atualizado em 20/05/2013 - 23h41

Grammy, glitter e glamour

Por Joana Burd, aluna do 3º ano de Jornalismo

Mulheres em alta na premiação

Compartilhe:


Reprodução
A apresentação acrobática da cantora Pink
rendeu aplausos da plateia em pé

Não há como negar: o Grammy 2010, que aconteceu nesse domingo (31), no Staples Center, foi dominado pelas damas da música. De um lado, a novata Taylor Swift. Do outro, a consagrada Beyoncé. As duas levaram, juntas, um total de dez prêmios. Quatro para a jovem do country e seis para a diva do R&B.
 Para reforçar que este foi um Grammy “cor de rosa”, a noite começou com o fenômeno Pop, Lady GaGa – que estava vestida como um tipo de Marilyn Manson purpurinado – cantando a sua Po-poker Face. A moça estava um tanto quanto bizarra, para variar. Tanto que a produção do evento não pensou duas vezes antes de jogá-la dentro de um incinerador e, assim como o patinho feio que se transforma em cisne, GaGa retorna ao palco ao lado de Elton John, em um dueto ao piano com os hits “Your Song" e "Speechless”.

 As outras performances da noite renderam boas tiradas de fôlego. Pink não ganhou nada, mas a apresentação circense de “Glitter In The Air” rendeu aplausos de pé. A cantora ficou pendurada em um tecido e fez altas acrobacias, com direito a água e rodopios. Já o Black Eyes Peas não agradou a plateia como o de costume, mesmo cantando a contagiante “I Gotta a Feeling”. A parte interativa da premiação promoveu uma votação ao vivo sobre qual musica Bom Jovi deveria cantar. A ganhadora? “Livin' on a Prayer". O erro da noite foi, sem dúvida, a união entre a sensação teen Kesha, que teima em falar que nem o Capitão Jack Sparrow, e o pequeno Justin Bieber, que fez uma piada sem graça sobre Beyoncé (não o culpe, ele está na puberdade).
 Outros shows fizeram bonito. A rainha da noite, Beyoncé, fez um medley bem coreografado de “If I Were a Boy” com “You Oughta Know", de Alanis Morissette, toda montada na roupa curta e cercada por seguranças dançarinos. Taylor Swift, apesar de estar usando a lona do circo de onde veio o tecido da Pink, arrasou no violão ao lado da veterana do Country Stevie Nicks, nas músicas "Rhiannon" e "You Belong With Me".

Deixando um pouco a desejar, a entrega do prêmio póstumo pelo Conjunto da Obra homenageando Michel Jackson reuniu Celine Dion, Smokey Robinson, Jennifer Hudson, Usher e Carrie Underwood (tudo a ver com o Rei do Pop...). O time cantou o clássico ecológico composto por Michael, “Earth Song”, enquanto um telão exibia em 3D imagens da natureza. Talvez a única surpresa desta homenagem foi, não a aparição pois isso já era esperado, mas sim a eloquência com que o filho do cantor, Prince, discursou ao receber o prêmio em nome do pai.
 Bom, vamos aos ganhadores. Como já dito, Taylor Swift mal conseguia segurar as quatro estatuetas que levou. Entre elas, Melhor Álbum Country e Álbum do Ano, por “Fearless”. A ex Sasha Fierce bateu o recorde e arrematou os prêmios de Música do Ano, por "Single Ladies (Put a Ring On It)", e Melhor Performance Pop Feminina, por "Halo", além de Melhor Performance Vocal Feminina de R&B, Melhor Performance Vocal Feminina Tradicional de R&B, Melhor Canção R&B e Melhor Álbum Contemporâneo de R&B. Ufa! Lady GaGa não fez por menos. Das cinco indicações a cantora levou o troféu em Melhor Álbum Dance por "The Fame" e Melhor Gravação Dance por "Poker Face". Para não das créditos apenas às mulheres, Kings of Leon ganhou o prêmio de Gravação do Ano, por "Use Somebody", e "21st Century Breakdown”, do Green Day, foi o  Melhor Disco de Rock.

Definitivamente, o Grammy está refletindo o que as pessoas tem ouvido, e gostado, pelo mundo.