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14/01/2010 - 12h58 - Atualizado em 17/05/2012 - 19h02

Terror, fantasia e a vida de dois adolescentes

Por Maíra Innocencio, aluna do 4° ano de Rádio e Televisão


Reprodução
O roteiro é coerente, as
situações se encaixam

"Toda geração tem histórias sobre o horror de crescer", essa é a frase que resume o teen horror movie, "DeadGirl", exibido no SP Terror 2009, Festival Internacional de Cinema Fantástico, realizado pelo Reserva Cultural, em São Paulo.

A história começa em um ambiente escolar, em que dois meninos impopulares resolvem cabular a aula e explorar um sanatório abandonado.  Até que descobrem uma menina amarrada, aparentemente morta, em uma das salas escuras do lugar. Os diretores Gadi Harel e Marcel Sarmiento apresentam, como linguagem, uma atmosfera tensa, exibindo cenas susto óbvias de filmes desse gênero. Porém, ao decorrer da trama, nos deparamos com situações estranhas, de filmes de humor negro, ou ainda, com a atmosfera de cenas violentas e absurdas.

Todas as situações do filme, ações e reações das personagens, resultam das disfunções psicológicas dos adolescentes, causadas pelo isolamento social e pela rejeição, principalmente em relacionamentos.  O terror desta geração, que leva os garotos a cometerem atrocidades, de modo natural.  Eles não têm nada a perder.

Os atores Shiloh Fernández (Ritche) e Noah Segan (J.T.) retratam os garotos. Estes envoltos por conflitos de adultos, já que, ao longo da história, os adolescentes tomam uma série de decisões questionáveis.

O roteiro é coerente, as situações se encaixam, apesar da história fluir por caminhos óbvios.  O modo como se desenrola é inovador e ousado, não deixando que “desgrudemos” da tela por nenhum segundo. A fotografia é bem feita, os ambientes são amedrontadores. A trilha sonora, porém, é um pouco curiosa, em vez das típicas músicas de tensão de filmes de horror, são sóbrias e calmas, às vezes, até românticas.  Mesmo em momentos assustadores,  provocando uma atmosfera mais tensa e deixando as situações mais fantasiosas.    
 
É importante saber que “DeadGirl” é um filme independente, produzido com câmera digital HD. Este pode parecer um detalhe periférico, mas reflete em como o filme foi produzido e mostra a força dos filmes de terror independentes.



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