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12/01/2010 - 10h49 - Atualizado em 21/05/2012 - 21h01


Lançamento de Fotojornalismo: uma viagem do analógico ao digital

Por Victor Y. Camilo, aluno do 1º ano de Jornalismo


Reprodução

O livro Fotojornalismo: uma viagem do analógico ao digital, de Erivam de Oliveira e Ari Vicentini, é um manual prático destinado àqueles interessados em aprender ou ensinar o fotojornalismo. Foi lançado na quarta-feira, 30 de setembro, em evento realizado na Livraria Cultura do Shopping Bourbon na zona oeste de São Paulo. Outra obra sobre o mesmo tema, Imagens do Sagrado – Entre Paris Match e O Cruzeiro, de Fernando de Tacca, que trata do impacto causado por reportagens etnográficas publicadas no século XX, também foi lançada no mesmo dia.

O evento teve início com um bate-papo com os escritores, realizado no auditório da livraria, mediado pelo repórter fotográfico José Cordeiro, diretor da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc-SP). Os autores explicaram a proposta dos livros e, após cerca de 30 minutos, Iniciou-se então um debate com a abertura para as perguntas da plateia. 

Em discussões acerca da profissão, falou-se da evolução da tecnologia e dos equipamentos fotográficos e sobre a mudança das últimas décadas no modo como o fotógrafo e a fotografia são tratados pelos veículos de imprensa. Passado e presente da profissão foram refletidos, sem deixar de lado as especulações sobre o futuro do fotojornalismo. Foi consenso, entre os três palestrantes, que constantes evoluções tecnológicas sempre presentes na vida de fotógrafos.

Após o debate, veio o lançamento oficial das obras no hall da livraria. Com cerca de 60 presentes, os autores conversaram e distribuíram autógrafos a amigos, colegas de profissão e alunos. “A ideia surgiu das nossas aulas e da dificuldade em encontrar um material que sintetizasse toda a obra do fotojornalismo”, disse Erivam, que, junto com Ari, foi professor da Faculdade Cásper Líbero, e agora leciona na Universidade Federal de Viçosa. “Passamos pela história da fotografia e do fotojornalismo, equipamentos analógicos e digitais, pela questão da manipulação e do tratamento de imagens. Procuramos colocar tudo em uma obra só”, completou.

Ari comentou: “nunca se publicou livros brasileiros sobre fotojornalismo para o meio acadêmico. Sempre pegamos livros americanos e europeus para serem usados em aula. Então, esse livro causou uma discussão: ‘podemos fazer isso!’. Há substância no fotojornalismo brasileiro para fazer livros acadêmicos também”, acredita.

As perspectivas são animadoras. De acordo com Erivam, mesmo sendo lançado oficialmente no final de setembro, está nas lojas desde o final de maio, e, até o final de junho, cerca de 350 exemplares já haviam sido vendidos, e 120 distribuídos para professores por todo o Brasil. “Acredito que está sendo muito bem aceito por todos”, diz o autor. Se um dos focos da discussão do evento foi o futuro dos fotojornalistas, os dados indicam que este lançamento tem chances de ser uma influência nesse futuro.



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