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12/01/2010 - 11h23 - Atualizado em 22/05/2012 - 06h14

A celebração do centenário de Elpídio dos Santos em São Luiz do Paraitinga

Por Maíra Roman, aluna do 2° ano de Jornalismo

3ª Semana da Canção Brasileira de São Luiz do Paraitinga

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Reprodução
Zé Geraldo abriu o encontro
cantando "Caboclo da roça"

A 3ª Semana da Canção Brasileira de São Luiz do Paraitinga homenageou o centenário do compositor conterrâneo Elpídio dos Santos nesta terça-feira, 22 de setembro, com show de artistas nacionais. Aproximadamente 10.000 pessoas prestigiaram o evento.

No coreto da cidade que leva o nome de Elpídio, apresentaram-se Fafá de Belém, Zeca Baleiro, Mariana Belém, Gabriel Sater e Zé Geraldo.

O cantor e compositor Zé Geraldo abriu o encontro cantando “Caboclo da Roça”, que exalta a simplicidade, característica marcante da obra e da personalidade de Elpídio.

Da primeira fileira, Dona Maria Cinira, viúva do compositor, emocionou-se com a homenagem, e expressava sua gratidão: “Elpídio não foi só um grande músico, mas foi também grande homem”. Se depender dela, todos reconhecerão sua grandiosidade.
Composta para um filme de Mazzaropi - assim como muitas das canções assinadas por ele - “Fogo no Rancho” criou um coro para acompanhar a interpretação de Zeca Baleiro, que visitava a cidade pela terceira vez.

Fafá de Belém emprestou sua voz inconfundível à “Confissão”, declaração de um amor puro e inocente, característico da sociedade em que o compositor vivia na sua adolescência. Fafá brincou com o público: “Para dar conta dos Santos, só mesmo dois anjos Gabriéis.” A cantora se referia aos músicos Gabriel Guedes e Gabriel Sater, filhos dos cantores Roberto Guedes e Almir Sater, respectivamente.

Uma das músicas mais conhecidas de Elpídio, “Você vai gostar”, popularmente conhecida como “Casinha Branca” deu o toque especial ao show, num emocionante coral de convidados e integrantes do grupo Paranga. Liderado por um dos filhos de Elpídio, Negão dos Santos e pela esposa, Renata Marques, o conjunto inclusive já gravou um CD de composições do músico, Em nome do Pai, do Filho e do Elpídio dos Santos.

O cenário bucólico selou a exclusividade do evento, e a plateia, orgulhosa, entoava as canções, sabendo que aquele momento entraria para história musical brasileira. Não da música popular, mas da popular música, que o Brasil ainda precisa divulgar.
Renato Teixeira finalizou sua participação no show com “A Dor da Saudade”, também trilha de um dos filmes de Mazzaropi, e despertou a saudade do público presente. Saudades, sobretudo, de Elpídio dos Santos.

A apresentação será transmitida no próximo mês pela televisão aberta. O encontro originará um CD e um DVD ao vivo, para celebrar os sucessos do compositor.



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