A ausência de um dos membros na banca do livro-reportagem Pra quem quiser ver e comprovar - uma biografia de Itamar Assumpção não prejudicou a avaliação do projeto da aluna Raquel Setz, orientado pela professora Rosangela Petta. A banca foi composta pelo jornalista Carlos Calado e pelo professor de Técnicas de Redação I e II da Faculdade Cásper Líbero, Welington Andrade.
A ideia inicial de Raquel era fazer um livro-reportagem sobre as vanguardas musicais paulistas. Ao ouvir os discos de Itamar Assumpção, porém, ela se encantou, pois "todos eles era bons".
A dificuldade em conseguir entrevistar a irmã do biografado, que não queria ser identificada como tal, foi apontada por ela como um dos desafios na confecção do livro. “Só coloca que eu sou a Deise Assumpção”, dizia a fonte. Por conta disso, a entrevista acabou não acontecendo. Raquel afirmou que esse era um trabalho que ainda não estava pronto e que pretendia dar continuidade a ele após o término da graduação.
Carlos Calado, o primeiro a arguir, afirmou ter ficado feliz pela aluna ter assumido que o trabalho não estava pronto como uma biografia do músico. O jornalista apontou que Raquel deveria entrevistar novamente algumas fontes e indicou algumas outras que deveria procurar. Aconselhou também a fazer pesquisas nos arquivo da Editora Abril e d’O Estado de S.Paulo, além do arquivo da Folha de S.Paulo, que Raquel destacou ter ido.
Calado ainda criticou o fato de a aluna ter classificado uma crítica feita por Álvaro Pereira Junior como "brilhante", observação também feita pelo professor Welington Andrade. Depois de algumas observações pontuais, Andrade ressaltou que sentiu falta de mais informações sobre a infância de Itamar.
Nas réplicas, Raquel conseguiu rebater boa parte das críticas dos avaliadores. Sobre a infância, ela afirma não ter explorado muito o período porque “foi uma infância muito normal. Alguns até se perguntam por que ele virou músico”.
Calado ressaltou que a escolha pelo biografado foi louvável, e que a aluna está no caminho certo para fazer uma biografia consistente. E anunciou o 10, esperando que a nota não significasse que Raquel parasse o trabalho, mas como um estímulo para continuar.