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08/12/2009 - 12h32 - Atualizado em 21/05/2012 - 19h12

Sala São Paulo recebe a 51ª edição do Prêmio Jabuti

Por Paulo Lutero II, do 2º ano de Jornalismo


Sérgio Ripardo
Os escritores Moacyr Scliar
e Marisa Lajolo

Na noite da quarta-feira, 4 de novembro, a fila interminável de carros na praça Júlio Prestes, no centro da cidade, marcava a recepção na Sala São Paulo para a realização do Prêmio Jabuti, o mais importante e tradicional evento literário do Brasil.

Um ano depois de ter completado 50 anos, a Câmara Brasileira do Livro, organizadora do Prêmio, comemorava o recorde histórico de inscrições: 2.574 submissões de livros para o processo seletivo, iniciado em março deste ano. As obras foram analisadas por 63 jurados. Delas, 169 foram escolhidas para receber a pequena estatueta de jabuti, em cujo casco pode-se ler o alfabeto.

O evento, marcado para às 19h30, teve as portas abertas às 20h50. Às 21h30, depois de três salvas de palmas de uma plateia impaciente, o ator Mauro Mendonça entrou no palco para ler o texto de encerramento da conferência “Castro Alves e seu tempo” de 1907, originalmente lida por Euclides da Cunha.

Com isso, a festa começou com o mesmo clima do Oscar, premiação do cinema de Hollywood, quando o mestre de cerimônias, Rubens Ewald Filho, o mais conhecido crítico de cinema do Brasil, subiu ao palco.

Foram premiados e se encaminharam até o palco para receber suas estatuetas os primeiro, segundo e terceiro lugares em 21 categorias. Não havia pausa para discursos ou agradecimentos. O vencedor de cada uma recebeu também um prêmio de três mil reais. Foram ainda revelados no final da noite os prêmios de Melhor Livro de Ficção e Melhor Não-Ficção do ano. Para cada um destes, estava reservada a quantia de trinta mil reais.
Um dos destaques da noite, o prêmio de Melhor Livro-Reportagem foi para Vanessa Bárbara, ex-aluna da Faculdade Cásper Líbero, cuja obra premiada, O Livro Amarelo do Terminal, era originalmente seu trabalho de conclusão de curso, que depois de publicado, alcançou relativo sucesso nas prateleiras das livrarias no último ano.

Os escritores Milton Hatoum, Daniel Galera, Moacyr Sliar, Rubem Alves, Fabrício Carpinejar, Humberto Werneck e Zuenir Ventura também foram premiados, fazendo os flashes iluminarem a sala de concertos. A partir deste ano, o prêmio passará a contar com duas novas categorias: Melhor Livro de Direito e Melhor Biografia.

Pouco depois das 23h, foram anunciados os grandes vencedores do Jabuti. O prêmio de Melhor Livro de Não-Ficção ficou com Monteiro Lobato: Livro a Livro, organizado por Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, também primeiro lugar da categoria de Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária. Já a estatueta para a melhor obra de ficção foi para Manual da Paixão Solitária, de Moacyr Scliar, livro já premiado com o primeiro lugar na categoria Romance.