O livro, "Os meios de comunicação como extensões do homem", escrito em 1964, traz as principais idéias do autor Hebert Marshall McLuhan, a cerca de tecnologia e de reflexão sobre os meios de comunicação de massa.
“O meio é a mensagem. Isto apenas significa que as conseqüências sociais e pessoais de qualquer meio – ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos – constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensões de nós mesmos.” Assim, o autor explica o fato de o meio ser a mensagem, determinando o aspecto social.
“Muita gente estaria inclinada a dizer que não era a máquina, mas o que se fez com ela, que constitui de fato o seu significado ou mensagem.” A automação, por exemplo, foi importante para a reorganização das formas de trabalho. A representação dos fatos depende de um significado, de uma interpretação. Como a luz elétrica, que, em si, não tem nenhum significado, é “como um meio sem mensagem”. A luz necessita de um complemento para adquirir um significado e se tornar um meio com mensagem.
Os meios de comunicação influenciam o convívio humano. O homem é capaz de moldar o meio, a que é submetido, e dar significado a cada um deles para que consigam obter uma mensagem. Os produtos, que fazem parte de uma sociedade, possuem um valor cultural. Este se torna uma extensão dos sentimentos coletivos.
O pensamento revolucionário de McLuhan encaixa-se no contexto da nova era digital, com o advento da internet, da telefonia móvel, da TV por satélite e, principalmente, com o lançamento da TV Digital.
Mcluhan diferencia os meios entre quentes, que prolongam os sentidos em “alta definição”, e frios, que prolongam em “baixa definição”. Aqueles colocam a um dos sentidos um maior enfoque, como por exemplo, o rádio que destaca a audição, enquanto estes não estão ligados somente a um dos estados sensoriais.
Os meios quentes não oferecem tanto espaço para a interação com os receptores, já que fornecem muita informação.
Já os meios frios têm maior mobilidade e permitem a participação do espectador. A televisão, por exemplo, não prende o telespectador com um só sentido. Com a criação da TV digital, seu status pode mudar. Por um lado, proporcionará uma maior definição da imagem, o que assemelha a televisão ao cinema. Por outro, a interatividade criará uma relação mais ativa por parte do receptor. A televisão será um meio ambíguo.
Não há como fugir da velocidade da comunicação, atualmente, e suas consequências. Os veículos de comunicação adquiriram tanto poder que são capazes de destruir outro meio. Já na década de 1960, Mcluhan, um visionário, falava sobre a interdependência eletrônica, o que anos, mais tarde, se tornou a internet.