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23/11/2009 - 09h33 - Atualizado em 22/05/2012 - 01h42

Órgãos Laboratoriais

O curso de Jornalismo conta com um conjunto de publicações onde os futuros jornalistas podem mostrar seu talento antes de chegar ao mercado

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Rádio Universitária

Programas de rádio, especiais de televisão, revista, jornal e núcleos de pesquisa. Nenhuma outra faculdade conta com tantos órgãos laboratoriais de criação para introduzir o aluno na prática profissional.

Na Cásper Líbero, aprende-se fazendo. “Não temos preocupação comercial de concorrer com as grandes emissoras”, explica Pedro Vaz, professor e coordenador da Rádio Universitária, a Rádio Gazeta AM. Por isso, a programação se baseia em assuntos que geralmente não são abordados por rádios comerciais, como cultura, cidadania e saúde. “Não buscamos o ineditismo, mas o diferencial”, afirma Pedro.

A Rádio Universitária tem seu espaço na Rádio Gazeta  890 KHz AM. A Rádio Gazeta foi fundada em 1943, na anteriormente Rádio Educadora Paulista, de 1923, sendo oficialmente a primeira estação radiofônica paulistana, a segunda do país.? ?Desde que foi fundada, a rádio Gazeta passou por vários processos administrativos e artísticos. Atualmente, abriga uma programação musical popular, com programas esportivos e de notícias. A partir de 1996, a Rádio Gazeta abriu espaço para produções de estudantes da faculdade coordenados pelo então professor de Radiojornalismo, Antonio Guerreiro.

A partir de 99, a programação universitária passa a ser coordenada pelo jornalista e professor de Radiojornalismo, Pedro Vaz. Em 2002, em comemoração aos 80 anos da Rádio Gazeta, a Rádio Universitária abriu o Projeto Intercâmbio, abrindo espaço para a participação dos universitários de outras regiões do país. Neste ano, desde o dia 1º de março, todas as manhãs da Rádio Gazeta são ocupadas pela Rádio Universitária. Com a ampliação do horário, a equipe fixa de seis alunos dos cursos de Jornalismo, Rádio e TV e Relações Públicas e os cerca de 45 colaboradores da Rádio se desdobram para preencher a programação.

“Estamos vivendo um momento novo, século 21, com as coisas acontecendo e não queremos viver aquele tempo do rádio antigo. O que ele nos passou vamos aproveitar, mas com uma abordagem nova, atualizada, mantendo algumas tradições”, enfatiza o professor ao falar da reformulação da programação da Rádio. Além dos quadros já conhecidos, como o Economia em Foco, Dandaras e No Vestiário, dentre outros, a programação contará com o retorno de Livre Acesso e Jornal Falado.

A Rádio ainda mantém a tradição de produzir, ao menos, um documentário por ano. Esses trabalhos são inscritos em concursos  e alguns já levaram prêmios em anos anteriores. “Para o professor é legal, mas para o aluno que está em início de carreira já receber um prêmio, é importante. Esse é um diferencial e é importante destacar isso”, explica Pedro.

Além dos programas, os alunos realizam diariamente a escuta de rádio e televisão, das quais são selecionadas sonoras de acontecimentos marcantes, além de coletarem material para o enriquecimento do arquivo, que conta com sonoras, entrevistas e programas.

Esquinas

Jornal-laboratório da Faculdade Cásper Líbero, o Esquinas de S.P. foi lançado no 2º semestre de 1996 e, em 2007, passou a ser uma revista e mudou o nome: agora é apenas Esquinas. Nas palavras da professora Rosangela Petta, que editou a revista entre 2006 e 2008, a revista “é um espaço de experimentação para o aluno, em que a reportagem verticalizada, aprofundada, pode ser feita, um espaço em que o aluno tem a chance de enfiar o pé na reportagem e sujar os sapatos”. 

Publicada duas vezes ao ano, a Esquinas é referência em publicações laboratoriais, e teve como editores ao longo dos anos alguns dos grandes jornalistas do país. O primeiro foi Marcos Faerman, considerado um dos maiores repórteres do chamado "novo jornalismo" brasileiro. Após a morte de Faerman, em janeiro de 1999, Aloysio Biondi assumiu o cargo, no qual permaneceu até seu falecimento, em junho de 2000.

No ano de 2000, o então Esquinas de S.P. teve apenas uma edição: "Os sete pecados da capital", publicada em agosto, que levou o leitor a conhecer a Paulicéia pela ótica dos sete pecados capitais: ira, cobiça, luxúria, inveja, gula, vaidade e preguiça. A edição não pôde ser concluída por Biondi, e foi assumida por Josemar Gimenez. Gimenez também projetou a primeira edição de 2001, que acabou desdobrando-se em três volumes a serem publicados bimestralmente. O tema desse seriado de três edições é o mesmo: contar a história da cidade através de sua arquitetura. Com a saída do professor Josemar Gimenez, que foi para Belo Horizonte onde dirigiu o jornal Estado de Minas, o órgão passou a ser editado pelo jornalista e professor José Arbex Jr.

Em 2002, o jornalista e professor Carlos Costa assumiu o cargo de editor-chefe, no qual permaneceu até a edição de junho de 2003, que teve como tema “Fomes na cidade”. O próximo editor do órgão foi o também jornalista e professor Mauricio Stycer. Na edição seguinte, de novembro de 2003, que explorou o tema “O medo de cada um”, o jornalista e ex-editor de assuntos internacionais das revistas Veja e Época, Igor Fuser, assumiu a frente do órgão. Durante a gestão de Fuser foram feitas duas edições especiais: "Arte & Ciência", de fevereiro de 2004, com perfis, entrevistas e reportagens com personagens do mundo artístico e científico do Brasil; e "Trajetórias", feito especialmente para o vestibular da Cásper, com o intuito de relatar e narrar as diferentes histórias e trajetórias de estudantes formados pela Faculdade. O atual professor responsável pela revista Esquinas, o jornalista Heitor Ferraz, é mestre em Literatura Brasileira pela USP, autor do livro de poemas Coisas imediatas [1996-2004] (7 Letras) e trabalhou no Jornal da Tarde, revista Cult, Edusp, Editora CosacNaify e Códex. A editora é a aluna do 4º ano Fernanda Araújo Patrocínio.

A Imprensa

Por pouco o nome não foi O Pioneiro, como proposto por Manuel Nunes Dias, estudante e membro da primeira gestão do Centro Acadêmico Cásper Líbero. Mas logo, no lançamento, em fevereiro de 1949, o título escolhido foi A Imprensa. O mais antigo jornal laboratorial em atividade no país comemorou neste ano a publicação de 600 edições. Desde seu início, A Imprensa é uma publicação acadêmica, produzida por alunos.

Gibson Fonseca, membro da primeira gestão do Centro Acadêmico, foi um dos responsáveis por colocar o número inaugural de A Imprensa na rotativa de A Gazeta, parte integrante da Fundação. Criador, ao lado de Nivaldo Carrazone, e primeiro editor do jornal-laboratório, Fonseca também desenhou o logotipo da faculdade. "Eu tinha liberdade para fazer o que queria e como queria", contou ele a Mirella Russo Domenich e Thatyana Loverri, que o entrevistaram para A Imprensa em novembro de 1997, pouco antes de sua morte. Em suas primeiras edições, o jornal era bimestral e apresentava 12 páginas em uma cor e formato tablóide.

Nas décadas de 1950 e 1960, o veículo abrigou as seguintes seções: “Notas sobre publicidade”, “Impressões do Calouro”, “Bilhete do Veterano”, “Ronda Cultural e Letras”, com notas sobre iniciativas artísticas na cidade, “Página Universitária”, apresentando eventos de centros acadêmicos de outras faculdades, “Nosso Cantinho”, seção feminina sobre o papel da mulher na sociedade, “Esportes”, “Entrevistas” e “Crônicas”. Havia até alguns anúncios. Mesmo com o golpe de Estado de 1964 e a instauração da ditadura, A Imprensa manteve sua circulação regular.

A partir de setembro de 1972, A Imprensa muda bastante, a começar pela diagramação mais limpa em relação aos primeiros tempos. A Cásper já estava na avenida Paulista e os responsáveis eram os professores Clóvis Lema Garcia e José Maria Mayrink. Nessa década, o jornal apresenta periodicidade, número de páginas e até formatos irregulares. A edição de outubro/novembro de 1975 foi impressa em tamanho standard, como o dos diários convencionais.

Em 1996, o curso de Jornalismo passou por mudanças estruturais: Carlos Alberto di Franco deixou de ser o coordenador para que Marco Antonio Araujo ocupasse o cargo. E foi durante os meses de transição que A Imprensa deixou de circular. A volta da publicação aconteceria apenas em outubro de 1996. A partir desta data, a edição contou com o auxílio da assessoria de comunicação da Fundação, que produzia o jornal em conjunto com os estudantes. A Imprensa substituiu também o jornal interno, Paulista 900, que deixou de circular.

Na primeira edição re-paginada, A Imprensa tornou-se uma revista mensal de 12 páginas. As notícias da Fundação ganharam destaque, com matérias sobre inovações tanto nas emissoras de rádio e TV, quanto na Faculdade.

A partir de outubro de 1997, a revista apresentou tons coloridos de azul, variando em algumas edições para amarelo, rosa e roxo. As pautas se diversificaram. O movimento grevista que perturbou as atividades do curso de Jornalismo, em 2003, interrompeu novamente a circulação d’A Imprensa.

Quando retornou em 2004, o veículo apresentou um conselho editorial, com a proposta de integrar todas as áreas da Fundação, atendendo também as demandas dos funcionários. Esta é a fase que continua até hoje, coordenada pela professora Helena Jacob.

Edição Extra

Desde dezembro de 1996, a madrugada do primeiro domingo de cada mês da TV Gazeta é ocupada pelo Edição Extra, único programa-laboratório do país produzido totalmente por estudantes e veiculado em TV aberta. O programa é exibido à meia noite, logo depois do “Mesa Redonda” e pode ser visto também pela internet, desde 2005.

"O Edição Extra já está pós-graduado", disse o professor de Telejornalismo Ismael Pfeifer ao aluno Gustavo Jreige em reportagem publicada na revista A Imprensa de dezembro de 2006. Responsável pela criação do laboratório televisivo, Ismael afirma que o propósito é que os alunos participem de todo o processo de produção de um programa.

Na primeira edição, o jornalista Boris Casoy foi entrevistado pelos estudantes em estúdio. Na segunda, Marcos Faerman foi o convidado. O professor José Américo Dias, logo na terceira edição, tornou-se o coordenador do programa. Em 1998, o então professor de Telejornalistmo Everton Constant assume como coordenador até 2003, quando Ismael retorna.

De 2007 a 2010, a professora Regina Soler foi a jornalista responsável pelo programa. Desde dezembro de 2010, a professora Tatiana Ferraz é a jornalista responsável pelo programa. A editoria fica a cargo dos estudantes do 3º ano de Jornalismo Nathália Henrique e Paulo Pacheco. Atualmente, o Edição Extra tem duração de meia hora, dividido em dois blocos e veicula cinco reportagens. Todo programa é exibido um perfil de algum profissional da comunicação. Desde 2004, os alunos do Núcleo de Rádio e TV contribuem com uma reportagem.

Ao longo de sua existência, foram produzidos mais de 140 programas, tendo envolvido mais de 25 monitores, 1 mil alunos e 300 apresentadores. Em média, o programa atinge cerca de 50 mil domicílios no estado e o site é acessado 1,9 mil vezes ao mês.
São os alunos que produzem, realizam, editam e apresentam as próprias matérias sob o acompanhamento da professora responsável, Tatiana Ferraz, e dos monitores.

Os interessados em participar devem comparecer às reuniões que discutem a pauta do Edição Extra trazendo suas idéias para as reportagens e entrevistas. A reunião acontece sempre na primeira semana de cada mês.

Site de Jornalismo

O Site é totalmente produzido por alunos. O público-alvo da página do curso de jornalismo são estudantes de comunicação, profissionais da área e interessados em discussões sobre o papel da imprensa.

O conteúdo do Site está sempre relacionado à profissão e à imprensa em geral, e pretende estabelecer um espaço de discussão da mídia e do uso da informação, além de informar aos leitores sobre o jornalismo atual. Atualizado semanalmente, a página traz reportagens, entrevistas, notícias, artigos e resenhas sobre a imprensa, livros, filmes e palestras, além de dicas de cursos e eventos, sempre com um olhar voltado para a discussão da mídia e do Jornalismo. Atualmente, o editor do Site de Jornalismo é a aluna Lidia Zuin.