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“Perspectivas e mercado de trabalho para jornalistas”
Por José Gomes Júnior e Andrea Wirkus


O que é necessário para o recém-formado se dar bem na profissão

 

O jornalismo é uma profissão antiga. E embora seja possível encontrar antecessores de representantes desta atividade em todas as sociedades organizadas ao longo da história, a atividade demorou a assumir o nome que leva hoje e também uma série de características que a definiriam como a conhecemos.
Antes de tudo, o jornalista era um mensageiro. Atualmente, é um mensageiro multimídia, cuja possibilidade de atuação se estende pelas mais diversas áreas. Entretanto, é fato: ele tem a obrigação de ler e escrever bem – habilidades nem sempre desenvolvidas com maestria.
Caio Túlio Costa, diretor-presidente do Internet Group e professor de Ética Jornalística da Faculdade Cásper Líbero, afirma que os jornalistas chegam ao mercado de trabalho mal preparados. “Eles apresentam dois problemas graves. O primeiro, é a formação humanística insipiente – falta capacidade crítica, substância. O segundo é a qualidade ruim, tanto da escrita como da leitura. Não sabem escrever, lêem mal.” explica. Isso gera uma situação problemática dentro do contexto de um mercado atualmente favorável para os jornalistas, cujo perfil básico descreve um profissional capaz de transmitir informações com máxima clareza e concisão.
Esse aquecimento de mercado se deve, em grande parte, ao fortalecimento das novas mídias. A internet e os tablóides de rua acabam por recrutar cada vez mais profissionais. Vale ressaltar, no entanto, que as exigências também aumentaram. Versatilidade, rapidez e atenção a todas as notícias e ocorrências do dia são pré-requisitos básicos para quem pretende se sair bem.
Com relação às contratações e à quantidade de vagas disponíveis, o economista e assessor econômico do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Carlos Montoya, conta que, em São Paulo, “o mercado formal (com carteira assinada) e o informal, que inclui os freelancers e PJ’s (pessoas jurídicas), estão em equilíbrio, meio a meio. Cada um dispõe de metade dos profissionais formados na área”.
O economista ressalta também que no mercado formal, são criados de 500 a 700 novos postos de trabalho todo ano. O ramo da assessoria de imprensa é o que registra mais jornalistas atualmente. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) são, aproximadamente, 35.350 jornalistas contratados pelo regime de CLT em nível nacional. Destes, aproximadamente 10.800 são registrados em São Paulo. Ao considerar também o mercado informal, tais dados dobrariam.
No site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (http://www.sjsp.org.br), é possível encontrar um quadro com os diversos pisos salariais para quatro principais segmentos, além da assessoria de imprensa: jornais, revistas, rádio e televisão, da Capital, do Litoral e do Interior.

 

Pisos Salariais 20007 - 2008

 

Setores 5h 5h + 2 EXTRAS
Jornais e Revistas da Capital R$ 1.650,44 R$ 2.640,71
Jornais e Revistas do Interior e Litoral R$ 1.335,00 R$ 2.136,00**
Rádio e Televisão – Capital R$ 1.248,00 R$ 2.184,79*
Rádio e Televisão – Interior e Litoral R$ 796,00 R$ 1.392,95*
Assessoria de Imprensa R$ 1.836,46 R$ 2.938,34***

 

 

*Vigência: 1º/12/2007 a 30/11/2008
**Vigência: 1º/6/2007 a 31/5/2008
***Vigência: 1º/10/2007 a 31/5/ 2008

 

 

 

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